PARCERIA

Magalu leva 27 mil produtos ao Mercado Livre; veja o que muda

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Centro de distribuição do Magalu, em Guarulhos
Centro de distribuição do Magalu, em Guarulhos

Quem costuma fazer compras pela internet terá uma nova opção para encontrar produtos do Magazine Luiza. O grupo fechou uma parceria comercial com o Mercado Livre para disponibilizar cerca de 27 mil itens de seu estoque próprio na plataforma.

A novidade envolve produtos das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos, ampliando o catálogo disponível aos consumidores. Entre as categorias, estão eletroeletrônicos, móveis, games, produtos de informática, cosméticos e perfumaria.

Na prática, o consumidor poderá encontrar dentro do Mercado Livre produtos que antes estavam concentrados nos canais próprios do grupo Magalu. A venda será feita pelo marketplace, enquanto a operação logística ficará sob responsabilidade da Magalog, empresa de logística do grupo.

A parceria também poderá ganhar novos desdobramentos. As empresas avaliam, por exemplo, a possibilidade de utilizar lojas físicas do Magazine Luiza como pontos de retirada e devolução de produtos comprados pelo Mercado Livre.

A integração pode ser especialmente relevante para produtos de maior porte, como geladeiras, fogões e móveis, ao ampliar as possibilidades de entrega e retirada.

Mais opções de compra

O acordo não é exclusivo. O Magalu já possui parcerias semelhantes com outras plataformas, como Amazon, AliExpress e Americanas, além de canais como Itaú Shopping e Livelo.

Com a entrada no Mercado Livre, a estratégia da companhia é ampliar o alcance de seus produtos aproveitando a audiência de diferentes plataformas de comércio eletrônico. O grupo afirma ter uma base de aproximadamente 50 milhões de clientes em seus canais digitais.

Ações disparam

O anúncio também teve forte repercussão no mercado financeiro. As ações do Magazine Luiza chegaram a subir cerca de 24% durante o pregão de terça-feira, 2, na B3. Ao fim do dia, os papéis acumulavam alta de 16,88%, cotados a R$ 5,40.

O movimento ocorreu em um momento de recuperação para a operação digital da varejista. No segundo trimestre de 2026, as vendas de comércio eletrônico do Magalu caíram 11,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas nas lojas físicas, por outro lado, cresceram 10,3%.

O desempenho ajuda a explicar a importância da nova parceria para a empresa. Ao colocar seus produtos em uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, o Magalu amplia a exposição de seu estoque a milhões de consumidores.

Para quem compra pela internet, a principal mudança é a ampliação da oferta de produtos do grupo dentro do Mercado Livre, reunindo milhares de opções em categorias que vão de eletrônicos e informática a móveis e itens de beleza.

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