A maconha apreendida pela Polícia Civil em uma chácara de Restinga pode representar um prejuízo de até R$ 1,5 milhão ao tráfico, segundo estimativa baseada no valor de venda fracionada do entorpecente. Ao todo, foram apreendidos 30 quilos e 572 gramas durante uma operação da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca, realizada nesta quarta-feira, 2.
Segundo a Polícia Civil, trata-se de uma variedade de “maconha gourmetizada”, com maior valor agregado e comercializada por preço superior ao da maconha convencional. A avaliação é de que o produto tenha uma clientela específica.
De acordo com a estimativa apresentada pela polícia, considerando a comercialização no varejo de linhagens puras com alta concentração de THC, a grama da droga pode custar entre R$ 30 e R$ 50.
Com isso, os mais de 30,5 quilos apreendidos poderiam alcançar um valor estimado entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão caso fossem vendidos de forma fracionada.
Estrutura chamou atenção dos investigadores
Além da quantidade apreendida, a forma como a droga estava armazenada chamou a atenção dos investigadores.
Na chácara, os policiais encontraram dezenas de potes herméticos de vidro, identificados com nomes de diferentes tipos e variedades de maconha. Também havia droga a granel, ramos secos da planta, embalagens do tipo Ziploc, caixas organizadoras e uma balança de precisão.
Para a Polícia Civil, as características do material apreendido e a estrutura encontrada indicam que a droga poderia estar inserida em uma cadeia de comercialização organizada. A investigação também apura possíveis conexões com o crime organizado.
O homem de 44 anos encontrado no imóvel foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
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