MAPA DA SEGURANÇA

Homens são 78% das vítimas de suicídio em SP, aponta levantamento

Por Da redação | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Freepik
Setembro Amarelo é a campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio
Setembro Amarelo é a campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio

Homens representaram 78,8% das vítimas de suicídio no estado de São Paulo em 2025. Dos 2.995 casos registrados no período, 2.360 ocorreram entre homens, segundo dados do Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

O número de casos entre a população masculina também cresceu em relação ao ano anterior. Em 2024, foram 2.283 registros no estado, o que representa uma alta de 3,37% em 2025. Entre as mulheres, por outro lado, os números permaneceram praticamente estáveis, passando de 634 casos em 2024 para 632 em 2025.

Para Claudia Cristina Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, os números reforçam a necessidade de ampliar a discussão sobre saúde mental entre a população masculina, uma vez que ainda vivemos em uma sociedade que associa o homem à figura do “provedor” e à ideia de que não pode chorar ou demonstrar fraqueza.

“Questões culturais ainda podem fazer com que muitos homens tenham dificuldade em falar sobre sofrimento emocional ou entendam a busca por ajuda como um sinal de fragilidade. Por isso, é importante criar espaços em que eles se sintam seguros para falar sobre sentimentos, angústias e dificuldades antes que o sofrimento se intensifique”, afirmou.

Leia mais: Suicídio faz uma vítima a cada três dias no Vale; mortes sobem 180% em 37 anos

Leia mais: Suicídio: fique atento aos sinais e saiba como buscar ajuda

Segundo a psicóloga, familiares e pessoas próximas também podem contribuir ao perceber mudanças importantes de comportamento. Isolamento social, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações bruscas de humor, desesperança e falas recorrentes sobre morte ou falta de perspectiva merecem atenção.

“Nem sempre a pessoa vai pedir ajuda de maneira direta. Mudanças de comportamento e falas que demonstram desesperança não devem ser banalizadas. A melhor atitude é oferecer escuta sem julgamentos e incentivar a procura por acompanhamento profissional”, orientou a professora.

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, a psicóloga reforça que falar sobre saúde mental de maneira responsável pode contribuir para reduzir estigmas e facilitar o acesso ao cuidado.

Onde buscar ajuda?

Segundo Claudia, é importante buscar o acompanhamento de um profissional para receber orientação, encaminhamento e atendimento adequado, além de contar com uma rede de apoio e evitar enfrentar o sofrimento sozinho.

Pessoas em sofrimento emocional podem procurar atendimento nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e nas Unidades Básicas de Saúde.

Em situações de urgência, a orientação é buscar uma UPA 24h, pronto-socorro ou hospital, ou acionar o Samu pelo 192.

O CVV (Centro de Valorização da Vida) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários