A maneira como os brasileiros acompanham as notícias mudou profundamente nos últimos anos. Para muita gente, o primeiro contato com as informações do dia não acontece mais diante da televisão ou com um jornal impresso nas mãos, mas na tela do celular, muitas vezes ainda pela manhã.
O smartphone passou a concentrar notícias, resultados esportivos, vídeos, redes sociais e aplicativos em um único aparelho. Essa transformação também trouxe novas preocupações com segurança digital. Como o celular hoje dá acesso a e-mail, redes sociais, bancos e outros serviços, recursos como um gerenciador de senhas podem ajudar a manter as diferentes contas protegidas sem exigir que o usuário memorize dezenas de combinações.
O celular virou a principal porta de entrada para a internet
Os números ajudam a dimensionar essa mudança. Segundo o IBGE, 186,4 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2025, o equivalente a 89,8% dessa população. No mesmo ano, entre os usuários de internet, 98,7% acessavam a rede pelo telefone celular.
O celular, portanto, deixou de ser apenas um aparelho para chamadas e mensagens. Ele se transformou em uma espécie de central de informação pessoal, utilizada para acompanhar acontecimentos locais, notícias nacionais e tudo aquilo que interessa ao usuário.
A pesquisa TIC Domicílios 2024, do Cetic.br, também mostra a importância desse dispositivo: 88% dos brasileiros com 10 anos ou mais haviam utilizado a internet pelo telefone celular nos três meses anteriores à pesquisa.
Notícias chegam onde o leitor estiver
Uma das principais diferenças em relação ao passado é a velocidade.
Quando acontece um acidente, uma decisão política importante ou uma mudança na cidade, o leitor pode receber uma notificação poucos minutos depois. Não é mais necessário esperar pelo próximo telejornal ou pela edição seguinte de um jornal.
Esse modelo favoreceu especialmente os portais regionais, que conseguem informar moradores sobre acontecimentos próximos de suas casas enquanto eles estão no trabalho, no transporte público ou em qualquer outro lugar.
No portal de notícias da Sampi, por exemplo, o leitor encontra diferentes editorias e notícias de cidades do interior paulista, além de conteúdos de Brasil e Mundo.
A consequência é uma relação mais imediata entre o acontecimento e o público. O leitor não precisa mais procurar ativamente todas as informações: muitas delas chegam diretamente ao aparelho por notificações e aplicativos.
O esporte também ganhou uma nova dinâmica
No esporte, essa mudança talvez seja ainda mais evidente.
Quem acompanha futebol, basquete, vôlei ou tênis pode conferir escalações, resultados, tabelas e notícias praticamente em tempo real. Durante uma partida, o celular pode funcionar como uma segunda tela, permitindo que o torcedor acompanhe estatísticas ou outros jogos simultaneamente.
Para os torcedores, isso significa que acompanhar um campeonato já não depende necessariamente de estar diante da televisão no horário exato de uma transmissão. Mesmo quem está trabalhando ou se deslocando pode acompanhar os principais acontecimentos pelo celular.
Redes sociais aceleram a circulação das informações
Além dos portais jornalísticos, as redes sociais passaram a fazer parte da rotina de quem acompanha notícias.
Um vídeo publicado por uma testemunha pode ganhar grande alcance em pouco tempo. Um atleta pode comentar uma partida diretamente com seus seguidores.
Um clube pode divulgar uma contratação antes mesmo de uma entrevista coletiva.
Essa velocidade tem vantagens, mas também exige atenção.
A informação que circula rapidamente nem sempre é uma informação confirmada. Antes de compartilhar uma notícia, especialmente quando envolve política, saúde, segurança ou algum acontecimento grave, vale conferir a origem e procurar confirmação em veículos jornalísticos ou fontes oficiais.
A facilidade de publicar também aumentou a importância de saber diferenciar notícia, opinião, comentário e conteúdo produzido apenas para gerar engajamento.
A experiência de acompanhar notícias ficou mais personalizada
Outra transformação importante é a personalização.
Um leitor interessado em esportes pode receber principalmente informações sobre seu time. Quem acompanha política pode selecionar determinados assuntos.
Outro usuário pode preferir notícias de sua cidade ou região.
Essa possibilidade torna a experiência mais prática, mas também pode limitar o contato com assuntos diferentes. Se o usuário acompanha somente conteúdos escolhidos por algoritmos, corre o risco de receber uma visão cada vez mais restrita dos acontecimentos.
Por isso, diversificar as fontes continua sendo uma boa prática. A tecnologia facilita a escolha do que acompanhar, mas o leitor ainda precisa decidir quais fontes considera confiáveis.
Segurança também precisa acompanhar essa mudança
Quanto mais atividades passam para o celular, maior é a quantidade de informações importantes armazenadas ou acessadas por ele.
Uma única conta de e-mail, por exemplo, pode servir para recuperar outras senhas. Redes sociais podem conter conversas e informações pessoais. Aplicativos bancários permitem movimentar dinheiro diretamente pelo aparelho.
Por isso, medidas básicas de segurança fazem diferença. Usar senhas diferentes para contas importantes, ativar autenticação em dois fatores e manter o sistema operacional atualizado são hábitos simples que ajudam a reduzir riscos.
Um gerenciador de senhas também pode facilitar esse processo, principalmente para quem possui muitas contas. Em vez de reutilizar a mesma senha por praticidade, o usuário pode manter credenciais diferentes e mais difíceis de adivinhar.
Mais informação, mais responsabilidade
Os smartphones tornaram o acesso à informação mais rápido, portátil e personalizado. Notícias locais podem chegar ao leitor durante o deslocamento para o trabalho, enquanto o resultado de uma partida pode ser acompanhado praticamente de qualquer lugar.
Ao mesmo tempo, essa facilidade exige um pouco mais de atenção por parte do usuário. Saber de onde vem uma informação, evitar o compartilhamento impulsivo e proteger as próprias contas são atitudes cada vez mais importantes.
O celular provavelmente continuará ocupando um papel central na relação dos brasileiros com notícias e esportes. A diferença é que, agora, acompanhar o que acontece no mundo cabe praticamente no bolso e cabe ao usuário decidir como aproveitar essa proximidade de maneira segura e consciente.
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