EM FRANCA

Criança diz que tomou choque de professora e mãe denuncia

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
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Supostas marcas de choque em aluno da EMEB Profª Luzinete Cortez Balieiro, em Franca
Supostas marcas de choque em aluno da EMEB Profª Luzinete Cortez Balieiro, em Franca

A mãe de um aluno de 7 anos da EMEB Profª Luzinete Cortez Balieiro, no Jardim Palestina, na região Leste de Franca, afirma que o filho teria levado um choque na mão dentro da escola na última quinta-feira, 20. Segundo ela, a criança contou que foi levada pela professora de apoio para outra sala, onde uma funcionária teria retirado um dispositivo de uma gaveta e colocado em sua mão. A Prefeitura, por sua vez, diz que não foi identificada conduta inadequada por parte da escola e ofereceu a transferência do aluno.

Segundo a mãe, o menino estuda na unidade durante a manhã e, após o almoço, fica aos cuidados de uma babá. Na quinta-feira, ao chegar à casa da cuidadora, ele teria relatado o episódio e mostrado um ferimento na mão.

“Ele relatou para a babá que a professora de apoio dele tinha levado ele para outra sala, para a sala de outra tia, e que nessa sala a tia tinha tirado um choque de dentro da gaveta e colocado o choque na mãozinha dele”, relatou a mãe.

Ela afirma que foi informada pela babá sobre o ocorrido quando buscou o filho, por volta das 17h. Segundo a mãe, a criança também repetiu a mesma versão para ela.

Família procurou a escola

A mãe conta que procurou uma professora da sala de recursos ainda na quinta-feira, dia em que afirma que o episódio ocorreu. Segundo ela, a profissional disse que não tinha conhecimento do caso.

Na manhã seguinte, a família teria ido até a escola para buscar esclarecimentos. De acordo com a mãe, inicialmente não havia diretora ou professora disponível para atendê-los.

“Chegando na sexta-feira, na parte da manhã, eu fui à escola. Cheguei à escola, não tinha ninguém para me atender, não tinha diretora, a professora não estava lá”, relatou.

Segundo ela, uma pedagoga conversou com a família e registrou o relato apresentado. “Essa moça simplesmente anotou e ia levar para a diretora”, disse a mãe.

Ainda na sexta-feira, a família retornou à escola para uma nova reunião, desta vez representantes da unidade e da Secretaria da Educação estavam presentes. 

Escola contesta acusação de choque

Segundo a mãe, durante a reunião, uma coordenadora apontada pelo filho como responsável pelo episódio teria apresentado uma versão semelhante à contada pela criança sobre a sequência dos acontecimentos, mas negou que tenha ocorrido o choque.

“Ela contou a história igualzinho à que o meu filho conta. Me contou os detalhes todos certos. Só a parte do choque que ela pula, que ela anula, que não teve”, afirmou.

Ainda segundo a mãe, a escola alegou que não possui equipamento que pudesse ter sido utilizado para dar o choque e que a unidade não teria câmeras dentro das salas. “Eles alegam que a escola não tem câmara, que só tem câmara nos corredores, que a escola jamais teria um choque e que ela não fez isso”, disse.

A família também teria recebido uma explicação diferente para o ferimento apresentado pela criança. Segundo a mãe, a escola teria informado que o aluno estava agitado e teria sido retirado da sala pela coordenadora para ser acalmado. A versão apresentada à família é de que o menino estaria batendo a mão na mesa e na cadeira e poderia ter se machucado dessa maneira.

“Falaram para mim também que o meu filho estava agitado, que ela só foi pegar ele para tentar acalmá-lo. Ele estava dando soco na mesa e que ela viu esse machucadinho na mãozinha dele”, contou.

A mãe afirma, porém, que teria recebido da professora de apoio uma informação que considera relevante para a apuração.

“Segundo a diretora, a professora de apoio relatou que quando entregou ele para essa coordenadora, ele não estava com o machucado na mão, porém ele voltou da sala dela com o machucado”, afirmou.

Caso foi levado à polícia

Após procurar a escola, a mãe registrou um boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito. Segundo ela, o laudo deve ficar pronto nesta quarta-feira, 26.

Prefeitura oferece mudança de escola

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que, após a apuração dos fatos, não foi identificada qualquer conduta inadequada por parte da EMEB Profª Luzinete Cortez Balieiro.

A pasta manteve contato com a mãe do aluno e ofereceu a possibilidade de transferência para outra unidade escolar. “A família aceitou a proposta, e a solicitação foi prontamente atendida”, diz a nota.

A Secretaria de Educação reforçou que acompanha as situações envolvendo a comunidade escolar com responsabilidade e permanece à disposição das famílias para os encaminhamentos necessários.

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