A enfermeira Laysa Junelly de Melo, de 28 anos, foi agredida durante o atendimento a um adolescente na noite de 22 de agosto, na rua José Essado, no Centro de Cristais Paulista. Segundo ela, a mãe do jovem teria iniciado as agressões após se opor ao encaminhamento do filho para atendimento médico.
A equipe de saúde havia sido acionada inicialmente para atender uma suposta criança ferida nas proximidades do Poliesportivo. Ao chegar ao local, Laysa encontrou um adolescente com ferimentos no braço e na perna.
Durante o atendimento, a enfermeira constatou que o jovem tinha um corte na perna, aparentemente provocado por um caco de vidro. Ele também reclamava de dores e seria levado de ambulância ao Centro de Saúde.
Mãe teria se oposto ao atendimento
Segundo Laysa, a mãe inicialmente não concordou com o encaminhamento do filho.
“Ela falou que, se eu saísse com o filho dela dentro da ambulância, eu iria me ver com ela. Eu pedi para ela esperar. Ela entrou na casa para trocar de roupa e, quando voltou, começou a gritar comigo. Eu pedi respeito e educação”, relatou a enfermeira.
Ainda de acordo com a profissional, a mulher passou a ofendê-la por causa de sua função e teria feito ameaças. Laysa afirma que foi chamada de “desgra****”, além de ouvir: “vou te pegar, vou te bater”.
A enfermeira contou que a mulher teria entendido que ela estava tomando partido do adolescente após um desentendimento entre mãe e filho.
“Ela achou que eu fiquei do lado do filho dela, porque ele teria agredido ela. Aí começou a me bater muito na cabeça, no rosto. Eu tive uma fratura no dedo, ela me deu uma joelhada. Depois ela me soltou e eu consegui correr para a ambulância”, afirmou.
Laysa deixou o local e seguiu até o posto de saúde para receber atendimento. Depois, foi até a delegacia, onde prestou depoimento.
“Eu cheguei no posto de saúde e depois fui até a delegacia. Ela também foi encaminhada. Nós duas fomos ouvidas e liberadas”, disse.
A profissional afirma ter sofrido puxões de cabelo e golpes em diferentes partes do corpo. Seus óculos também foram danificados durante a confusão, com prejuízo estimado em cerca de R$ 700.
Imagens foram entregues à Polícia Civil
Um trecho da discussão foi gravado. As imagens foram entregues à Polícia Civil e devem ser analisadas durante a investigação.
A mãe do adolescente apresentou outra versão à polícia. Ela afirmou que havia se desentendido com o próprio filho e admitiu que, nervosa, acabou agredindo o adolescente.
A mulher também sofreu um corte na mão após socar uma porta de vidro. Sobre a confusão com a enfermeira, afirmou que a profissional teria se aproximado de maneira que considerou provocativa e que acabou perdendo a cabeça.
Ela admitiu ter agredido Laysa, mas alegou à polícia que também teria sido agredida pela profissional.
Diante das versões divergentes, a Polícia Civil registrou a ocorrência e requisitou exames de corpo de delito para as duas envolvidas, com o objetivo de documentar eventuais lesões e auxiliar na investigação.
O motorista da equipe de saúde ainda deverá ser ouvido. As imagens registradas durante a confusão também serão analisadas pela Polícia Civil. O caso será apreciado pelo delegado titular.
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