CASO TIAGO

Restos mortais serão levados para o IML de São Paulo

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
GCN
Restos mortais sendo retirados por bombeiros em Pedregulho
Restos mortais sendo retirados por bombeiros em Pedregulho

Os restos mortais encontrados neste domingo, 23, no Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho, serão transferidos para o IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo, onde passarão por exames de identificação e DNA. A família reconheceu a ossada como sendo de Tiago Gomes Pereira, de 26 anos.

Após a retirada da ossada pelo Corpo de Bombeiros, os restos mortais foram encaminhados ao SVO (Serviço de Verificação de Óbito) de Franca, mas posteriormente serão levados para a capital paulista para a realização dos exames.

Tiago estava desaparecido desde 21 de junho, quando saiu de casa de bicicleta. A bicicleta foi localizada no dia 26 daquele mês, em um cafezal a cerca de um quilômetro da residência.

A ossada foi encontrada pelo pai de Tiago, José Pereira, e pelo irmão, Carlos Gomes Pereira, que realizavam buscas por conta própria na região. Os dois chegaram ao local após sentirem um forte odor próximo a uma cachoeira.

“Todos os fins de semana a gente procurava incansavelmente. Nós sentimos um cheiro desagradável e fomos subindo a cachoeira. A hora que chegamos perto, vimos o corpo dele. Você ver o filho da gente saindo pronto para a vida e ver ele todo desfigurado é muito triste, mas em certo sentido é um alívio em saber que encontrou”, desabafou o pai.

A irmã de Tiago, Milene Gomes Pereira, afirmou que a família acredita que o jovem tenha sofrido uma queda acidental durante um passeio.

“Ele caiu, a gente não tem dúvida. Foi um acidente. Meu pai viu o rastro de onde ele saiu escorregando. Ele gostava muito de aventura, de explorar lugares novos, e falava que lá era o descanso dele. Ele saiu de casa só com dois pães e não voltou”, relatou.

Junto à ossada, foram encontrados objetos pessoais de Tiago, entre eles celular, bateria portátil, óculos de grau e uma pochete. A identificação oficial e a definição da causa da morte dependem dos exames que serão realizados.

Resgate em área de difícil acesso

O local onde a ossada foi encontrada fica em uma ribanceira com mais de 40 metros de queda livre. O resgate durou cerca de uma hora e meia e mobilizou aproximadamente dez profissionais do Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Polícia Civil e brigadistas.

Segundo o sargento Diógenes Toledo, do Corpo de Bombeiros, o local apresenta alto grau de risco e exigiu técnicas específicas para a retirada dos restos mortais.

“O local é extremamente confinado, com mata fechada e penhascos onde a pessoa passa rente ao paredão de pedra. Foi necessário realizar várias ancoragens para auxiliar na descida e subir de forma segura. A perícia constatou fraturas na perna e um ramo ao lado do corpo que ele possivelmente tentou segurar antes de cair”, explicou.

O Corpo de Bombeiros alerta que o acesso a essas áreas do parque é proibido sem acompanhamento de guia oficial, devido ao risco de quedas e à presença de animais peçonhentos na mata fechada.

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