INTERDIÇÃO

Posto de Franca é interditado durante fiscalização da Fazenda

Por | da Redação
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Sampi/Franca
GCN
Posto Terrana Oil, na avenida Miguel Sábio de Mello, no Jardim Santana
Posto Terrana Oil, na avenida Miguel Sábio de Mello, no Jardim Santana

Um posto de combustíveis de Franca foi fechado nesta quinta-feira, 20, durante fiscalização da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo). Localizado na Avenida Miguel Sábio de Mello, próximo à Havan, no Jardim Santana, o Posto Terrana Oil teve as bombas lacradas, além de máquinas de pagamento e documentos recolhidos.

Segundo a fiscalização, o posto não tinha autorização para funcionar e utilizava máquinas de cartão registradas em nomes diferentes do estabelecimento. A ação ocorreu após a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) acionar a Secretaria da Fazenda.

De acordo com as autoridades, o uso de máquinas vinculadas a terceiros pode fazer com que parte dos valores pagos pelos clientes não seja registrada no faturamento oficial do estabelecimento, com possível impacto na tributação.

Os fiscais lacraram as bombas de combustível e recolheram as máquinas de pagamento e documentos para análise.

Posto é ligado a alvo da Carbono Oculto

O posto de Franca pertence ao empresário Pedro Furtado Gouveia Neto, que também é proprietário de outros estabelecimentos atingidos pela fiscalização desta quinta-feira. Ele foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 para investigar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Pedro é sócio da GGX Global, empresa apontada pela Justiça de São Paulo como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, principal investigado no esquema de lavagem de dinheiro apurado pela operação.

A Carbono Oculto investigou a possível utilização de empresas, postos de combustíveis, distribuidoras, fintechs e fundos de investimento para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa.

Em maio deste ano, a segunda fase da investigação, denominada Operação Fluxo Oculto, apontou que integrantes do esquema teriam continuado a movimentar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos mesmo após a primeira operação.

Dois postos são fechados em Ribeirão Preto

Além do estabelecimento de Franca, outros dois postos ligados ao empresário foram interditados nesta quinta-feira em Ribeirão Preto.

Foram lacrados o Auto Posto Estrela de Madri, na avenida da Saudade, e o Auto Posto Marechal Costa e Silva, na rua Capitão Salomão, ambos no bairro Campos Elíseos.

Assim como em Franca, os estabelecimentos tiveram as bombas lacradas e equipamentos de pagamento e documentos recolhidos durante a fiscalização.

Grupo GGX contesta interdições

Em nota, o Grupo GGX informou que Pedro Furtado Gouveia Neto está afastado da administração dos postos desde junho, em razão de políticas internas de compliance.

O grupo afirmou ainda que as interdições ocorreram por questões de natureza documental e cadastral, que estão sendo discutidas nas esferas administrativa e judicial.

A empresa declarou que adotará as medidas necessárias para demonstrar a regularidade das atividades, buscar o restabelecimento da operação dos estabelecimentos e preservar os empregos.

O Grupo GGX também repudiou qualquer associação de suas empresas a organizações criminosas e afirmou que não possui vínculo com facções.

As investigações relacionadas à Operação Carbono Oculto continuam em andamento, e os citados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

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