ESGOTO DE FRANCA

De fraldas a preservativos, Sabesp recolhe 29 toneladas de lixo

Por | da Redação
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Sampi/Franca
Divulgação/Sabesp
Lixo nas canaletas de separação da Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp, em Franca
Lixo nas canaletas de separação da Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp, em Franca

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Franca divulgou nesta segunda-feira, 17, que retira, todos os meses, cerca de 29 toneladas de lixo das redes de esgoto, estações elevatórias e da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da cidade. O volume equivale ao peso de aproximadamente 19 carros populares.

Ao longo de um ano, são cerca de 250 toneladas de resíduos, material que, segundo a companhia, não deveria chegar ao sistema de esgotamento sanitário.

Entre os objetos encontrados durante os serviços de limpeza e manutenção estão óleo de cozinha, fraldas descartáveis, absorventes, fio dental, cotonetes, preservativos, panos, plásticos e embalagens.

Apesar de muitos desses materiais serem descartados em pias, ralos e vasos sanitários, eles podem provocar obstruções nas tubulações. O problema pode causar extravasamento de esgoto nas ruas, aumentar a necessidade de manutenção e até provocar o retorno do esgoto para dentro das casas.

Óleo de cozinha é um dos principais vilões

A Sabesp também alerta para o descarte de óleo de cozinha na pia. O produto percorre a tubulação ainda quente, mas, ao esfriar, endurece e se prende às paredes dos canos.

Com o tempo, a gordura forma placas que diminuem o espaço para a passagem do esgoto e facilitam o acúmulo de outros resíduos, aumentando o risco de entupimentos.

Em casos mais graves, o problema não pode ser resolvido apenas com equipamentos de hidrojateamento e sucção. É necessário abrir o pavimento e substituir parte da tubulação, o que torna o serviço mais complexo e pode causar impactos no trânsito e na rotina dos moradores.

Água da chuva também não deve ir para a rede de esgoto

Outro problema apontado pela Sabesp são as ligações de calhas, ralos externos e outras estruturas de captação de água da chuva à rede de esgoto.

O sistema de esgotamento sanitário é projetado para transportar esgoto doméstico. Durante temporais, o grande volume de água pode sobrecarregar as tubulações e aumentar o risco de extravasamentos.

A água da chuva deve ser direcionada ao sistema de drenagem urbana, que é de responsabilidade do município. Quando são identificadas ligações inadequadas, a Sabesp comunica a administração municipal para que sejam tomadas as providências necessárias.

Como evitar problemas?

A companhia orienta os moradores a adotar alguns cuidados dentro de casa:

  • Não jogar óleo, gordura ou restos de comida na pia;
  • Não descartar fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, panos ou outros objetos no vaso sanitário;
  • Não ligar calhas, ralos externos ou estruturas de captação de água da chuva à rede de esgoto.

Segundo a Sabesp, as medidas ajudam a reduzir os entupimentos, evitam intervenções nas ruas e contribuem para o funcionamento adequado do sistema de esgotamento sanitário.

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