INVESTIGAÇÃO

Polícia pede prisão de padre suspeito de abusar de coroinhas

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/EPTV Ribeirão Preto
Padre Mário Reis da Silveira era de paróquia de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto
Padre Mário Reis da Silveira era de paróquia de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto

A Polícia Civil de Ribeirão Preto pediu nesta quinta-feira, 13, a prisão do padre Mário Reis da Silveira, investigado por estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas da paróquia onde atuava em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto.

O pedido ocorre após a conclusão do inquérito policial, que também resultou no afastamento do padre das atividades na paróquia, em março deste ano. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia à Justiça.

A investigação é conduzida pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Ribeirão Preto e tramita em segredo de Justiça. Durante o inquérito, a polícia encontrou materiais no celular do padre que, segundo a investigação, reforçam os depoimentos prestados pelas vítimas.

Segundo o G1 Ribeirão Preto, entre os materiais analisados estão trocas de mensagens e imagens de cunho íntimo envolvendo menores de idade.

Seis vítimas foram ouvidas

Até o momento, seis vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil. O padre também prestou depoimento e negou todas as acusações.

Segundo os relatos apresentados à polícia, as vítimas afirmaram que o padre teria realizado toques em partes íntimas, além de beijos e tentativas de beijo. Em um dos casos, o crime teria ocorrido há cerca de 20 anos.

A defesa do padre afirmou que o indiciamento não significa culpa e criticou a condução da investigação.

“Por dever de esclarecimento, registra-se que o relatório final de inquérito policial não constitui acusação formal, tampouco juízo de culpa. Trata-se de peça de natureza opinativa, produzida unilateralmente na fase investigativa, sem contraditório e sem ampla defesa, cujas conclusões não vinculam o Ministério Público nem o Poder Judiciário”, afirmou.

Arquidiocese diz que abriu investigação

A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto informou que instaurou uma investigação interna assim que recebeu as denúncias.

Segundo a instituição, o padre foi suspenso de suas atividades e a Arquidiocese tem colaborado com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

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