A rotina da família de Miguel Henrique Poderini, de apenas 10 meses, morador de Ribeirão Corrente, a cerca de 30 quilômetros de Franca, tem sido marcada por uma batalha diária pela vida. Internado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o bebê enfrenta um quadro neurológico e neuromuscular complexo e depende de cuidados médicos contínuos e especializados.
De acordo com laudo emitido na última terça-feira, 11, Miguel foi diagnosticado com Síndrome de West, epilepsia e AME (Atrofia Muscular Espinhal) tipo I, doenças que exigem acompanhamento permanente e uma estrutura assistencial de alta complexidade.
O documento médico classifica a condição como crônica, complexa e de elevada demanda assistencial.
Dependência de cuidados permanentes
Segundo o laudo, Miguel apresenta comprometimento motor e muscular importante, além de epilepsia de difícil controle clínico, o que exige acompanhamento especializado em neurologia pediátrica e monitoramento constante das crises.
O bebê utiliza traqueostomia e necessita de cuidados específicos com as vias aéreas, incluindo higiene, manutenção da cânula e vigilância permanente das secreções respiratórias.
Além disso, recebe alimentação por sonda e precisa de acompanhamento nutricional e fonoaudiológico.
Atualmente, Miguel também utiliza oxigênio suplementar, conforme a necessidade clínica e a orientação da equipe médica.
A condição neuromuscular exige atenção especial à função respiratória, com risco de dificuldade para eliminação de secreções e necessidade frequente de fisioterapia respiratória.
Equipe multidisciplinar acompanha tratamento
O relatório médico recomenda acompanhamento contínuo por uma equipe multidisciplinar formada por neurologistas pediátricos, pediatras, pneumologistas pediátricos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros e terapeutas ocupacionais.
Na conclusão, a médica responsável destaca que Miguel necessita de assistência especializada permanente, cuidados de enfermagem contínuos, suporte respiratório, manejo da traqueostomia, alimentação por sonda e vigilância clínica constante.
Família faz campanha para arrecadar recursos
Diante da longa permanência hospitalar e das despesas geradas pelo tratamento, a família iniciou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos e garantir condições para continuar acompanhando Miguel durante a internação.
Segundo Elisa Poderini, tia do bebê, a mobilização busca ampliar a rede de apoio e alcançar pessoas que possam contribuir com a causa.
“Eu estou tentando de todas as formas conseguir ajuda e fazer com que a história dele chegue a quem possa nos ajudar. Não estamos pedindo luxo, estamos pedindo uma chance para o Miguel. Ele está lutando pela vida, e nós estamos lutando ao lado dele até o último recurso”, afirmou.
A campanha de arrecadação segue aberta neste link e busca auxiliar a família durante o período de tratamento do bebê.
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