'NOVELINHA'

Grupo voltou à UPA para concluir gravação após 'pegadinha' viral

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Bryan e Safira saindo da UPA do Jardim Aeroporto, em Franca, durante gravação da 'novelinha' para as redes sociais
Bryan e Safira saindo da UPA do Jardim Aeroporto, em Franca, durante gravação da 'novelinha' para as redes sociais

Os influenciadores envolvidos na suposta pegadinha realizada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto, em Franca, retornaram à unidade de saúde no dia seguinte à gravação que viralizou nas redes sociais. O grupo, que se apresentou na CPJ (Central de Polícia Judiciária) nessa terça-feira, 11, retornou ao local para produzir novas cenas de um conteúdo apresentado como uma espécie de novela.

Formado por jovens entre 18 e 22 anos, o grupo se autodenomina Turma Surf. Dos integrantes, cinco estiveram na UPA e posteriormente se apresentaram na unidade policial: Kayk Guilherme Jesus, de 20 anos, apontado como líder; Bryan Daniel Alves, de 18 anos; Thayná Ingrid Silva, de 20 anos; Mikael Nunes, de 22 anos; e Safira de Carvalho, de 18 anos.

Segundo o relato apresentado, o suposto elenco teria pelo menos 12 integrantes.

Qual o contexto da crise encenada?

Os vídeos publicados nas redes sociais mostram uma briga que teria antecedido a ida à unidade de saúde. A confusão teria começado após um conflito entre Safira e outra jovem, identificada como Thamy, por causa de um relacionamento com Pavani, um dos garotos presentes no local.

Segundo a encenação, Pavani teria se envolvido anteriormente com Safira e depois iniciado um relacionamento com Thamy. Do lado de fora da casa, Thamy entregou um buquê de flores ao rapaz. Safira teria presenciado a cena, contestado a situação e ido tirar satisfação com os dois.

A discussão evoluiu para empurrões e envolveu outras pessoas. Em determinado momento, Safira teria empurrado Pavani da beira de uma piscina. Ao sair da água, o rapaz teria reagido: “ela tem sorte que eu não posso pôr a mão em mulher”.

Dentro da casa, a gravação retratou um conflito mais intenso entre Safira e Thamy, com chutes e tapas. Em determinado momento, Thamy teria dito: “se eu pego ela, eu mato”.

Thayná, uma das jovens que se apresentou na CPJ, teria defendido Safira durante o conflito.

Em outro momento da gravação, Safira se senta em uma mesa e pede um copo de água. Ao levar o copo à boca, ela se desequilibra e cai no chão, simulando estar passando mal.

Ida à unidade de pronto atendimento

Mikael e Bryan foram os responsáveis por carregar Safira até o carro que os levaria à UPA. À noite, Kayk conduzia o veículo, enquanto os outros quatro estavam no banco traseiro. A pessoa responsável por gravar toda a encenação estava no banco do passageiro e era chamada de “Souza”.

Na chegada à unidade médica, o grupo chamou a atenção das pessoas que estavam no local. Os jovens passaram pela área de atendimento carregando Safira e entraram na unidade em busca de atendimento.

A sequência da gravação mostra Mikael colocando Safira sobre uma maca hospitalar. Dois profissionais de saúde aparecem acompanhando o grupo para prestar os primeiros atendimentos.

Posteriormente, a equipe da unidade teria sido informada de que a situação se tratava de uma encenação para produção de conteúdo. Enquanto a Polícia Militar seria acionada, os jovens teriam deixado o local.

Grupo voltou à UPA no dia seguinte

Apesar de terem sido repreendidos após a gravação realizada na noite do dia 5, os jovens retornaram à UPA do Jardim Aeroporto no dia seguinte para produzir a sequência da suposta novela.

Nas imagens, é possível ver o mesmo carro, conduzido por Kayk, seguindo em direção à unidade acompanhado de Mikael e Souza. Já durante o dia, Bryan e Safira saem da UPA carregando copos de água, simulando que a jovem teria recebido alta.

Safira aparece com outra roupa e um penteado diferente. Ela também carrega o vestido no ombro.

Na sequência, a jovem entra no carro acompanhada de um dos rapazes, e o grupo retorna à chácara onde está estabelecido.

Vídeos acumulam milhões de visualizações

Os vídeos publicados no TikTok continuam disponíveis e acumulam milhões de visualizações. A chamada “pegadinha” soma 9,4 milhões de visualizações.

Os demais registros da briga e da ida à unidade de pronto atendimento acumulam, em média, pelo menos 250 mil visualizações cada.

Ao todo, o arco completo da história teria alcançado pelo menos 17 milhões de visualizações, distribuídas em 30 episódios, com duração aproximada de 40 a 50 segundos cada.

O grupo permanece em Franca até o momento.

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