FIOS SOLTOS

Em sete meses, 240 reclamações sobre fios irregulares em Jundiaí

Por Giovanna Vianna |
| Tempo de leitura: 2 min
Cabos emaranhados, baixos e sem uso fazem parte da paisagem de Jundiaí
Cabos emaranhados, baixos e sem uso fazem parte da paisagem de Jundiaí

Só este ano, segundo dados informados com exclusividade ao Jornal de Jundiaí, foram registrados pelo 156, Canal de Comunicação da Prefeitura de Jundiaí, 240 reclamações de munícipes sobre fios baixos, soltos ou instalados de forma irregular no município. Neste mesmo período, segundo informou a CPFL Piratininga, 440 postes foram regularizados, o que corresponde a aproximadamente 18 quilômetros de rede. Foram pelo menos 3,35 toneladas de materiais recolhidos durante as ações.

Atualmente 50 empresas de telecomunicações compartilham os postes da rede elétrica em Jundiaí. Entre os principais problemas identificados estão cabos baixos, soltos, emaranhados e os chamados “cabos mortos”, sem uso, mas que permanecem instalados. E foi exatamente um desses problemas que terminou em acidente no bairro Eloy Chaves. 

Jorge Souza de Oliveira Júnior estava de moto, à noite, quando foi atingido por um fio enquanto passava pelo local. Segundo ele, o cabo ficou preso na região do pescoço e só se soltou porque a fivela do capacete estava frouxa. Com o impacto, ele perdeu o controle da moto, caiu e bateu o rosto no chão. “Se a fivela estivesse presa, teria acontecido algum problema sério na minha cervical e no pescoço. Mesmo com o impacto, o fio não cedeu de forma nenhuma”, relata. 

O problema levou a Câmara Municipal a voltar a cobrar a CPFL e as empresas de telefonia. Em reunião realizada no dia 5 de agosto, vereadores pediram prazos para a regularização da fiação. Segundo o vereador Rodrigo Albino, somente na região Oeste foram identificados mais de 40 pontos problemáticos. “A demanda é alta. Todos os bairros apresentam esse problema. A população muitas vezes não sabe se o cabo é de fibra ou de energia, e alguns fios ficam baixos, com risco de estarem energizados. Por isso, precisamos cobrar e fiscalizar o trabalho das empresas”, afirma.

Regularização

Em resposta ao vereador, a CPFL se comprometeu a acrescentar um dia de trabalho por semana às ações de reorganização dos fios. Para Albino, a medida ainda é insuficiente diante da dimensão do problema. “Não é o suficiente, mas já foi um avanço que conseguimos”, afirma. Para o vereador, a solução também depende de fiscalização, investimento e mudanças na legislação municipal. “É preciso investimento e um sistema mais tecnológico para a organização dos fios”, afirma.

A Prefeitura informa que os reordenamentos são realizados semanalmente e terão a frequência ampliada. A CPFL está finalizando os trabalhos na Vila Maringá. A próxima região ainda será definida pelas equipes técnicas. Reclamações sobre fios baixos, soltos ou irregulares podem ser registradas pelo 156.

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