CRIMINALIDADE

Golpe do falso advogado: 3 são presos após vítima de Barretos

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Polícia Civil
Um dos homens presos pela Polícia Civil de Barretos. Todos os envolvidos eram da Zona Leste da capital
Um dos homens presos pela Polícia Civil de Barretos. Todos os envolvidos eram da Zona Leste da capital

Três pessoas, de 23 a 25 anos, foram presas nesta terça-feira, 11, durante a Operação Apate, da Polícia Civil de Barretos, contra uma associação criminosa suspeita de aplicar o chamado “golpe do falso advogado”. A ação ocorreu na região de Itaquera, na região Leste de São Paulo, após uma investigação iniciada a partir da denúncia de uma vítima que perdeu dinheiro no esquema.

A investigação, conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Barretos, durou cerca de seis meses. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Dos cinco investigados, três foram presos e dois são considerados foragidos.

O golpe também é recorrente em Franca, onde casos já deixaram vítimas. As ocorrências estão concentradas na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Como funcionava o golpe

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se passavam por advogados, escritórios de advocacia e supostos setores responsáveis pela liberação de valores judiciais.

Para dar aparência de legitimidade às abordagens, o grupo utilizava aplicativos de mensagens, chamadas de vídeo e compartilhamento de tela. Também eram empregados materiais com símbolos e referências ao Poder Judiciário.

A investigação identificou ainda o uso não autorizado de imagens e dados de advogados reais, além de informações pessoais e processuais das vítimas.

Com dados verdadeiros, os suspeitos conseguiam apresentar informações durante os contatos e aumentar a credibilidade da abordagem.

De acordo com a polícia, as vítimas eram informadas sobre supostos valores judiciais disponíveis para recebimento. Em seguida, eram induzidas a realizar procedimentos ou pagamentos para conseguir a liberação do dinheiro.

Investigação começou após denúncia

O caso chegou à Polícia Civil depois que uma vítima de Barretos registrou um boletim de ocorrência e relatou ter sido enganada.

Os investigadores passaram a analisar os contatos, as informações utilizadas pelos suspeitos e outros elementos relacionados à fraude. Ao longo de aproximadamente seis meses, foram identificados indícios de que a atuação não era um caso isolado.

A investigação apontou uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes e compartilhamento de equipamentos e recursos tecnológicos utilizados nos golpes.

Também foram encontradas pesquisas relacionadas a advogados de diferentes estados e registros de contatos com possíveis vítimas.

Operação em São Paulo

Com as informações reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento dos mandados em endereços ligados aos investigados na região de Itaquera.

A operação contou com equipes da Central de Polícia Judiciária de Barretos, GOE de Barretos, GER e Divisão de Capturas da Capital.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento digital, documentos e outros materiais. Os itens serão analisados pelos investigadores.

A Polícia Civil afirma ter encontrado indícios de que os suspeitos podem estar relacionados a outras fraudes eletrônicas.

Também foram identificadas possíveis conexões com ocorrências registradas em unidades policiais de diferentes municípios brasileiros.

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