A prisão de Noemi Vitória de Sousa Rosa, apontada pela Polícia Civil como a principal articuladora do sequestro da família de Maria Isabel Oliveira Prado, marca uma nova fase das investigações do caso que repercutiu em Franca. A suspeita foi localizada na tarde desta quinta-feira, 6, em uma casa no Jardim Aeroporto III, após denúncias anônimas e trabalho de inteligência da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Segundo o delegado da DIG, Gabriel Fernando, Noemi teve papel central na organização do crime. As investigações indicam que ela teria incentivado familiares a fazerem “justiça com as próprias mãos” na tentativa de descobrir o paradeiro de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, desaparecidos após o assassinato de Milton de Souza do Prado, morto a mando da filha, Maria Isabel.
“Ela é parente de um dos jovens envolvidos nessa situação. Ela é a principal estimuladora para fazer a justiça com as próprias mãos e promoveu o sequestro da família da Maria Isabel para localizar os corpos do Rafael e do Guilherme”, afirmou o delegado.
Investigações avançam
De acordo com Gabriel Fernando, a Polícia Civil também apura a participação de outros familiares dos jovens desaparecidos no sequestro da família de Maria Isabel.
Durante o interrogatório, Noemi exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio e não respondeu aos questionamentos dos investigadores.
Com a prisão da suspeita, a DIG passa a concentrar esforços em outro inquérito já instaurado para apurar o desaparecimento e a possível morte de Maria Isabel Oliveira Prado, que continua desaparecida desde o dia do crime.
“As investigações continuam para tentar identificar autores e coautores desses crimes”, disse o delegado.
Defesa contesta prisão
O advogado de defesa de Noemi, Thales Balbino, afirmou que a cliente nega qualquer participação no sequestro e diz não ter informações sobre o paradeiro de Maria Isabel.
Segundo o defensor, a investigada optou por permanecer em silêncio durante o depoimento e a prisão preventiva foi decretada com base apenas nos relatos das vítimas.
“Ela permaneceu em silêncio. Essa decisão só se baseia nos depoimentos da vítima. É uma decisão genérica. Ao meu ver, não há necessidade de ela permanecer presa. Vamos trabalhar para a revogação da prisão preventiva dela”, declarou.
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