A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca prendeu no início da tarde desta sexta-feira, 31, a segunda suspeita de envolvimento nos crimes relacionados ao caso de Maria Isabel Oliveira Prado. Trata-se de Larissa Jheniffer Melo de Paula, de 31 anos, detida após tentar fugir pela rodovia Cândido Portinari, nas proximidades de Batatais.
A outra prisão do dia ocorreu pela manhã, quando os investigadores capturaram Kauany Eduarda Melo Cruz, de 18 anos, também investigada no caso. Ela foi pega na casa da avó, no Jardim Aeroporto III. As equipes seguiram até um restaurante localizado na Avenida das Seringueiras, onde uma parente de Kauany trabalhava. No entanto, ninguém foi encontrado no local.
De acordo com a Polícia Civil, Larissa foi localizada inicialmente em uma residência na cidade de Restinga. Ao perceber a movimentação policial, ela tentou fugir de motocicleta. Equipes da DIG iniciaram uma perseguição e conseguiram abordá-la no segundo pedágio da rodovia Cândido Portinari, já próximo a Batatais.
Larissa é tia de Guilherme Henrique Melo Cruz e de Kauany Eduarda Melo Cruz. Guilherme é apontado pelas investigações como um dos responsáveis pela execução de Milton Prado, pai de Maria Isabel.
A prisão de Larissa representa o segundo cumprimento de mandado judicial realizado nesta sexta-feira pela DIG de Franca dentro da operação que busca esclarecer todos os crimes ligados ao caso.
As duas suspeitas foram conduzidas à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca.
Entenda o caso
As investigações da Polícia Civil apontam que Milton Prado foi assassinado por Guilherme Henrique Melo Cruz e Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa. Segundo a apuração da DIG, o crime teria sido encomendado por Maria Isabel Oliveira Prado.
Após a morte de Milton, os dois executores desapareceram. A investigação concluiu que Guilherme e Rafael também foram assassinados posteriormente.
De acordo com a Polícia Civil, Maria Isabel é suspeita de ter participado das mortes dos dois homens. Um tio da jovem teria ajudado a transportar e ocultar os corpos em uma área rural de Sacramento (MG), sendo posteriormente preso.
Sequestro da família e desaparecimento de Maria Isabel
Com o desaparecimento de Guilherme e Rafael, familiares dos dois jovens passaram a procurar informações sobre o paradeiro deles. Segundo a DIG, Maria Isabel, a mãe dela, a irmã e uma sobrinha recém-nascida, com apenas 15 dias de vida, foram sequestradas e mantidas em cárcere privado.
Durante as investigações, a Polícia Civil localizou o cativeiro e resgatou a mãe, a irmã e a bebê. Maria Isabel, porém, já não estava mais no local. Desde então, a jovem segue desaparecida.
Dias depois, o carro utilizado por ela foi encontrado incendiado às margens da rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG).
A Polícia Civil suspeita que as mulheres presas nesta sexta-feira tenham participado do sequestro da família e possam ter envolvimento no desaparecimento de Maria Isabel. As investigações continuam.
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