O alto custo do aluguel, a ampliação do acesso à casa própria, o fortalecimento do programa Minha Casa Minha Vida, a redução da carga tributária e dos juros, o aluguel social e o incentivo à construção de moradias populares dominaram as respostas dos pré-candidatos a deputado federal em mais uma rodada da campanha Franca Tem Voz.
Ao responderem sobre o déficit habitacional enfrentado por famílias que comprometem grande parte da renda com o aluguel, os participantes apresentaram diferentes propostas para ampliar o acesso à moradia e reduzir o peso desse custo no orçamento da população.
O que disseram os pré-candidatos?
A pergunta apresentada aos pré-candidatos foi a seguinte:
"O maior componente do déficit de moradia no Brasil não é falta de casa construída: é o aluguel. São 5,7 milhões de famílias, e o principal fator é o peso do aluguel sobre quem ganha até três salários mínimos e compromete mais de 30% da renda só com o mês. O Minha Casa Minha Vida financia a compra — não o aluguel. Como deputado federal, o que o senhor fará pela família de Franca que não tem renda para financiar imóvel nenhum e vive com o aluguel comendo um terço do salário?"
Guilherme Ubiali (PSDB): “O problema é sistêmico. Minha Casa, Minha Vida não resolve porque os juros no Brasil são imorais. Aí ninguém consegue financiar nada e a família é empurrada para o aluguel. E ano que vem, piora. Com a reforma tributária, vamos ter mais um imposto sobre o aluguel.
E a solução não é inventar nenhum programa mirabolante. É responsabilidade fiscal. O governo tem que cortar gastos. Cortando gastos, os juros caem, o imposto cai e a vida do trabalhador finalmente começa a andar. E cabe aos deputados votarem o orçamento que vai fazer isso acontecer.”
Cynthia Milhim (MDB): “O aluguel virou uma conta pesada demais para quem ganha pouco. E não adianta oferecer um financiamento que a família não consiga pagar. Como deputada federal, eu vou defender o aluguel social como uma proteção emergencial, com o objetivo de ampliar os caminhos para a casa própria, com mais subsídios do Minha Casa Minha Vida, prestações compatíveis, apoio para a entrada e acesso também para os trabalhadores informais.
Também vou buscar recursos para Franca construir moradias populares. O aluguel social precisa ser uma ponte, não um destino. A nossa região enfrenta esse problema hoje porque falta alguém em Brasília que conheça a nossa realidade e lute de verdade pela nossa gente.”
João Rocha (União): “Nós entendemos bem e respeitamos a chamada aspiração da casa própria. Tanto que, quando estávamos na Prefeitura com o prefeito Maurício (Sandoval Ribeiro), nós construímos núcleos habitacionais como o Leporace, o Santa Maria, o Palmas e as Casas do Sândalo.
Portanto, uma vez deputado federal, nós vamos ao Ministério das Cidades, à Caixa Econômica Federal, à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e às empresas particulares buscar parcerias e fazer aquilo que é preciso em Franca e região: casa própria para quem quer se livrar do aluguel.”
Mariana Negri (PT): “O verdadeiro problema do preço alto no aluguel é a especulação imobiliária e isso não é responsabilidade de um deputado federal. Hoje tem mais casa vazia no Brasil que gente sem casa, mas a especulação faz o aluguel ficar caro. E sabe por quê? Porque poucos são proprietários. Quando menos gente tem casa própria, mais gente precisa alugar. E, pela lei da oferta e da procura, o aluguel sobe.
Minha função como deputada federal é votar leis que diminuam a desigualdade social, que permitam mais gente com casa própria, e aí que entra o Minha Casa Minha Vida. Quando mais gente vira proprietária, menos gente precisa alugar. Quanto menos gente alugando, o preço do aluguel cai naturalmente. Especulação imobiliária é fruto de um país fraco e sem justiça social.”
Sidney Elias (Novo): “Olá, pessoal do Franca Tem Voz. Existe uma lei que ninguém revoga, que é a lei da oferta e da procura. Em Franca, um loteamento demora, em média, quatro anos para ser aprovado. E, somado a isso, tem a queda do poder aquisitivo da população, a alta taxa de juros e uma burocracia imensa.
Eu vou trabalhar para diminuir o preço dos materiais de construção, reduzindo impostos e atraindo investimento privado. E, com isso, o preço dos aluguéis tende a cair. Com mais oferta, a população vai realizar o sonho da casa própria. Quem não quer sair do aluguel? O problema é que o governo nunca dá possibilidades reais para o cidadão.”
Projeto segue até as eleições
Os vídeos integram a campanha Franca Tem Voz, iniciativa que reúne entidades, veículos de comunicação e instituições da cidade com o objetivo de ampliar o debate sobre temas de interesse regional e estimular o fortalecimento da representação política de Franca e região nas esferas estadual e federal.
Ao longo das próximas semanas, os pré-candidatos voltarão a se manifestar sobre novos temas definidos pela organização do projeto. Após a homologação das candidaturas, a iniciativa também promoverá debates individuais com os candidatos confirmados.
Nesta rodada, Gilson de Souza (PSB), Guilherme Cortez (PSOL) e João Rinoceronte (PSDB) não enviaram seus vídeos até o fechamento do prazo estabelecido pela organização. Daniel Bassi (PSD) enviou um vídeo acima do tempo permitido, por esta razão, não consta nesta semana.
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