Há um local em nós que deveria ser mais visitado: nosso templo interior.
Neste local interno, mora nossa força maior em contato direto com a fonte criadora. Lá é possível nos lembrar de quem somos, de nossos potenciais, de nossa filiação e nossa destinação. Há várias formas de acessar este lugar, tantas vezes escondido em sua intimidade indevassável: a arte, a oração, a meditação e até mesmo o exercício físico. Porém, a única pessoa capaz a habitar esta dimensão, é cada um de nós. Ninguém mais poderá fazer morada em nosso interior.
Este local é único e exclusivo e onde todas as possibilidades se encontram em forma de sementes. De vez em quando, é importante fazermos neste templo uma limpeza e jogarmos fora tudo o que nos prende e nos causa dificuldades nas relações, principalmente: a mágoa, a vergonha, o medo, o orgulho e a vaidade. Assim, em alguns minutos podemos acessar nossa alma que lá mora, conversar com ela e auxiliá-la a eliminar o que a prende, o que a desconforta, o que a entristece. Ao retirarmos de nosso templo o desnecessário, abrimos espaço para que a luz brilhe e se expanda acessando nossos escuros e promovendo a ampliação de nossa consciência.
José Antônio Pereira é psicólogo e membro da Academia Francana de Letras; Marília Gabriella R. Peres é doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo
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