CORPO DESAPARECIDO

Comerciante desaparecido foi atraído para emboscada

Por Bárbara Sá | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução via Uol
O delegado relatou que o comerciante foi levado a uma área de mata, onde a polícia acredita que tenha sido morto.
O delegado relatou que o comerciante foi levado a uma área de mata, onde a polícia acredita que tenha sido morto.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos de envolvimento no desaparecimento do comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, 31, e passou a investigar o caso como homicídio qualificado. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), o delegado Fabiano Barbeiro, titular do 1º Distrito Policial de Carapicuíba (Grande São Paulo), afirmou que a vítima foi atraída para uma emboscada, mantida em cárcere e obrigada a fazer transferências bancárias.

O delegado relatou que o comerciante foi levado a uma área de mata, onde a polícia acredita que tenha sido morto. O corpo, no entanto, ainda não foi localizado.

Segundo Barbeiro, a investigação identificou quatro envolvidos no crime. Três deles tiveram a prisão temporária decretada e já foram presos. Um quarto suspeito segue sendo procurado.

De acordo com o delegado Adalto Nogueira, responsável pelas investigações, Marcelo foi atraído por um amigo, identificado como Lucas Soares, para um imóvel usado por ele em Carapicuíba. Segundo a polícia, ele não apresentou advogado.

Ainda segundo a investigação, ao chegar ao local, o comerciante foi rendido por outros suspeitos, cujos nomes não foram divulgados, amarrado e amordaçado. Os criminosos o obrigaram a desbloquear o celular e realizar transferências via Pix que somaram cerca de R$ 8.000. O iPhone e o carro da vítima também foram levados.

Na sequência, o comerciante foi colocado em seu próprio veículo e levado até uma área de mata próxima a um córrego.

Conforme a versão apresentada por um dos presos, a vítima foi conduzida ainda viva até o local, onde teria sido assassinada. "As diligências indicam uma possibilidade muito maior do evento morte. Por isso, conduzimos a investigação como homicídio qualificado", afirmou Barbeiro.

Conforme os delegados, manchas de sangue foram encontradas no imóvel onde Marcelo foi mantido em cárcere. A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer o crime.

A motivação, segundo a investigação, vai além do dinheiro retirado das contas da vítima. De acordo com Adalto Nogueira, o amigo vinha recebendo ajuda financeira de Marcelo havia algum tempo e temia que o comerciante denunciasse as cobranças às autoridades.

"A intenção principal não era apenas subtrair os R$ 8.000. A decisão de matá-lo já estava tomada. O dinheiro foi uma consequência daquela ação criminosa", afirmou Barbeiro.

As buscas pelo corpo continuam em uma área de mata de difícil acesso, com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal de Carapicuíba, cães farejadores, drones e do helicóptero Águia. Conforme a PM, os cães localizaram rastros da vítima que levam até a região próxima ao córrego, onde os trabalhos foram concentrados.

Durante a coletiva, a Polícia Civil também descartou qualquer participação de um homem conhecido como "Fumaça", que havia sido apontado inicialmente como a última pessoa vista com Marcelo antes do desaparecimento. Segundo os investigadores, o crime ocorreu após esse encontro, quando o comerciante seguiu para o imóvel para onde teria sido atraído pelo amigo.

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