MORTE NO TRÂNSITO

Polícia Civil conclui inquérito da morte de Anna Elisa em Franca

Por Ariane Jud | Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Instagram
Anna Elisa Borges morreu em um acidente no dia 29 de março
Anna Elisa Borges morreu em um acidente no dia 29 de março

A Polícia Civil concluiu, na manhã desta quinta-feira, 16, o inquérito que investigou o acidente de trânsito que matou a estduante de biomedicina da Unifran Anna Elisa Borges, de 22 anos, moradora em Capetinga (MG), na madrugada de 29 de março, em um cruzamento da avenida Armando de Sales Oliveira, no Parque Universitário, em Franca.

A última etapa da investigação resultou no indiciamento de três motoristas, apontados pela Polícia Civil como responsáveis, em diferentes graus, pelo acidente que levou à morte da jovem. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

Entre os indiciados, está Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 21 anos, motorista do Volkswagen Polo, que trafegava pela via preferencial no momento da colisão.

Segundo o delegado Davi Abimael Davi, as provas reunidas durante a investigação apontam que, apesar de estar na preferencial, Clóvis teria contribuído para o resultado fatal.

"Há apontamento da responsabilidade dele em resultado da morte da jovem", afirmou o delegado.

Ainda de acordo com Davi Abimael, o laudo pericial indica que há indícios de que o motorista do Polo estaria acima da velocidade permitida para o trecho e que também participava de uma disputa de "racha", circunstâncias que teriam contribuído para o acidente.

"Há indícios de que ele teria concorrido para o resultado da morte", destacou.

Também foi indiciado Rafael Oliveira Peixoto Neves, motorista do veículo Corsa onde estava Anna Elisa, apontado como responsável por não respeitar a sinalização de parada obrigatória ("Pare") antes de atravessar o cruzamento.

Segundo o delegado, a responsabilidade do motorista do Corsa ficou evidenciada durante a investigação.

O terceiro indiciado é o motorista de um Fiat Fastback, que, apesar de não ter se envolvido diretamente na colisão, teria participado da suposta disputa de "racha" com o Polo, conforme apontou o laudo pericial. A identidade dele não foi divulgada pela Polícia Civil.

Versões apresentadas pelos investigados

Durante os depoimentos, Rafael Oliveira Peixoto Neves afirmou que não teve visão suficiente da avenida e, por isso, não percebeu a aproximação do veículo que trafegava pela preferencial.

Já Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto declarou que seguia em velocidade compatível com a via e que não teve tempo de evitar a colisão, alegando que o Corsa entrou repentinamente no cruzamento.

O motorista do Fiat Fastback, por sua vez, negou que estivesse participando de qualquer disputa de velocidade com o Polo.

Com a conclusão das investigações, a Polícia Civil formalizou os três indiciamentos e encaminhou o inquérito à Justiça. Agora, o Ministério Público analisará o caso e decidirá sobre os próximos passos do processo.

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