Uma segunda etapa da limpeza e da retirada de barracas de moradores em condições de rua foi realizada na manhã desta quinta-feira, 16, em Franca. O local é o mesmo onde se concentra grande número de pessoas em vulnerabilidade social, que fica próximo à Casa de Passagem e ao Acolhimento Noturno, na avenida William Azzuz, entre os bairros Vila Santa Terezinha e Vila Gosuen, na zona norte da cidade.
Durante a operação, uma cena não tão rara naquele local chamou a atenção. Enquanto os caminhões da Prefeitura deixavam o local lotados de materiais retirados dali e sob os olhares da Polícia Militar, da Guarda Civil, de agentes públicos e de populares, duas mulheres que fazem parte do grupo de moradores de rua brigaram na via pública, desferindo chutes, pauladas e puxões de cabelo. Elas só pararam após a intervenção de outro morador de rua.
Enquanto isso, outras dezenas de indivíduos ocupavam o canteiro central da avenida e o Cepel (Centro Popular de Esporte e Lazer) existente em frente à Casa de Passagem.
A primeira etapa da retirada das barracas e da limpeza da área ocorreu nessa quarta-feira, 15, com a retirada de três caminhões lotados de materiais, entre sofás velhos, lonas usadas na confecção de barracas, madeirites, vigas de madeira, objetos de plástico e diversos entulhos.
Nesta ação, foram retiradas cerca de 15 barracas que estavam instaladas na calçada do equipamento social e também no canteiro da avenida. Mas, no período da tarde do mesmo dia, algumas barracas voltaram a ocupar a calçada novamente.
Na manhã desta quinta-feira, a segunda parte da operação lotou outros dois caminhões com materiais do local, retirando 5 barracas. A ação da Prefeitura, através da Secretaria de Ação Social, contou com o apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e equipes de Obras.
Insegurança
Moradores do entorno relatam estado de insegurança desde a implantação dos equipamentos de assitência social no bairro, com registros de brigas, muita bagunça, fogueiras, consumo de álcool e drogas nas ruas. Por causa dos problemas, famílias deixaram de frequentar a área de lazer próxima ao equipamento social.
A Prefeitura informou que o serviço de zeladoria urbana é realizado periodicamente nesses espaços ocupados por moradores de rua. São 95 pessoas atendidas atualmente no Abrigo Provisório e na Casa de Passagem. Outras 95 vagas são disponibilizadas no Acolhimento Noturno, com todas preenchidas.
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