ENXUGANDO GELO

Briga entre moradoras de rua marca retirada de barracas nesta 5ª

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Moradoras de rua brigam, durante segunda etapa da operação limpeza na zona norte
Moradoras de rua brigam, durante segunda etapa da operação limpeza na zona norte

Uma segunda etapa da limpeza e da retirada de barracas de moradores em condições de rua foi realizada na manhã desta quinta-feira, 16, em Franca. O local é o mesmo onde se concentra grande número de pessoas em vulnerabilidade social, que fica próximo à Casa de Passagem e ao Acolhimento Noturno, na avenida William Azzuz, entre os bairros Vila Santa Terezinha e Vila Gosuen, na zona norte da cidade.

Durante a operação, uma cena não tão rara naquele local chamou a atenção. Enquanto os caminhões da Prefeitura deixavam o local lotados de materiais retirados dali e sob os olhares da Polícia Militar, da Guarda Civil, de agentes públicos e de populares, duas mulheres que fazem parte do grupo de moradores de rua brigaram na via pública, desferindo chutes, pauladas e puxões de cabelo. Elas só pararam após a intervenção de outro morador de rua.

Enquanto isso, outras dezenas de indivíduos ocupavam o canteiro central da avenida e o Cepel (Centro Popular de Esporte e Lazer) existente em frente à Casa de Passagem.

A primeira etapa da retirada das barracas e da limpeza da área ocorreu nessa quarta-feira, 15, com a retirada de três caminhões lotados de materiais, entre sofás velhos, lonas usadas na confecção de barracas, madeirites, vigas de madeira, objetos de plástico e diversos entulhos. 

Nesta ação, foram retiradas cerca de 15 barracas que estavam instaladas na calçada do equipamento social e também no canteiro da avenida. Mas, no período da tarde do mesmo dia, algumas barracas voltaram a ocupar a calçada novamente.

Na manhã desta quinta-feira, a segunda parte da operação lotou outros dois caminhões com materiais do local, retirando 5 barracas. A ação da Prefeitura, através da Secretaria de Ação Social, contou com o apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e equipes de Obras.

Insegurança

Moradores do entorno relatam estado de insegurança desde a implantação dos equipamentos de assitência social no bairro, com registros de brigas, muita bagunça, fogueiras, consumo de álcool e drogas nas ruas. Por causa dos problemas, famílias deixaram de frequentar a área de lazer próxima ao equipamento social.

A Prefeitura informou que o serviço de zeladoria urbana é realizado periodicamente nesses espaços ocupados por moradores de rua. São 95 pessoas atendidas atualmente no Abrigo Provisório e na Casa de Passagem. Outras 95 vagas são disponibilizadas no Acolhimento Noturno, com todas preenchidas.

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