O desaparecimento de Tiago Gomes Pereira, de 26 anos, ganhou um novo e inesperado desdobramento nesta segunda-feira, 13. Cassiano Gomes Pereira, irmão que localizou a bicicleta do jovem em um cafezal próximo ao Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, foi preso durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais que investiga o furto e a receptação de dezenas de sacas de milho em Sacramento (MG).
A prisão ocorreu em Pedregulho, cidade onde Tiago desapareceu no dia 21 de junho. A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e resultou na detenção de três suspeitos - Cassiano, um empresário do ramo de ração animal e o irmão dele. As investigações apontam para um esquema envolvendo o furto de aproximadamente 60 sacas de milho em propriedades rurais mineiras.
Outro irmão de Tiago, Carlos Gomes Pereira, já havia sido preso na última quarta-feira, 8, também pela Polícia Civil de Minas Gerais, durante uma operação voltada ao combate de crimes rurais na região de Araxá.
Segundo o delegado Márcio Murari, da DIG de Franca, responsável pela investigação do desaparecimento, a prisão do primeiro irmão trouxe uma nova frente de apuração. A polícia busca esclarecer se existe alguma conexão entre os crimes investigados em Minas Gerais e o sumiço de Tiago.
Murari disse que Carlos ainda não foi ouvido pela DIG, porque permanece preso em Minas Gerais. O delegado informou que está em contato com a Polícia Civil mineira e aguarda o compartilhamento das informações para entender melhor os fatos.
De acordo com as investigações preliminares, Carlos teria utilizado uma picape alugada em nome de Tiago para a prática de crimes em território mineiro. A DIG agora tenta descobrir se o jovem desaparecido tinha conhecimento ou participação nos fatos apurados, ou se acabou envolvido de alguma forma na investigação.
"Vamos com calma, vamos investigar", disse o delegado.
Até o momento, a principal linha investigativa continua apontando que Tiago desapareceu após entrar na área do Parque Estadual Furnas do Bom Jesus. No entanto, os recentes desdobramentos fizeram a Polícia Civil ampliar as apurações para verificar se o desaparecimento pode ter alguma relação com os crimes patrimoniais investigados em Minas Gerais.
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