TRIBUNAL DO CRIME

'Nunca mais vou dar golpe na favela': Mulheres recebem castigo

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/X
Segundo a investigação, as vítimas foram espancadas, e, depois de expostas, foram expulsas da favela.
Segundo a investigação, as vítimas foram espancadas, e, depois de expostas, foram expulsas da favela.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três suspeitos durante a operação contra integrantes do Comando Vermelho investigados por torturar duas mulheres na comunidade Risca-Faca, em Maria Paula, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Segundo a investigação, as vítimas foram espancadas, tiveram os cabelos raspados e foram obrigadas a percorrer ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos. "Nunca mais vou dar golpe na favela", tinham de repetir. O caso aconteceu em 18 de maio de 2026, e, após as agressões, as duas foram expulsas da favela.

De acordo com a Polícia Civil, a tortura foi determinada pelo "tribunal do tráfico", prática usada por facções criminosas para impor regras e intimidar moradores. A ordem partiu, segundo os investigadores, de Flávio Vieira Bento, conhecido como Mumu, preso no Complexo de Gericinó, e de Elias da Silva Firmino, o Da Roça, apontado como chefe da organização e procurado pela polícia.

Durante a operação, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE-Cap) cumpriram 28 mandados de busca e apreensão. Os três suspeitos foram presos em flagrante e também são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e domínio territorial armado.

As imagens da tortura foram divulgadas pelos próprios criminosos nas redes sociais e foram compartilhadas até se tornarem "virais". Num desses compartilhamentos, alguém questiona: "Por que o dono do morro pode fazer isso, mas a polícia não pode nem segurar mais forte que já é visto como abuso?".

Segundo a polícia, a divulgação teve como objetivo demonstrar poder e reforçar o controle da facção sobre a comunidade. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

Com informações do g1.

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Comentários

1 Comentários

  • Sebastião 13/07/2026
    E qualquer semelhança com o que aconteceu com o ladrão que foi atropelado e morreu essa semana no bairro Sta. Cruz não é mero acaso. Onde o tráfico atua qualquer coisa que chame a polícia para investigar atrapalha o negócio deles e por isso tem punição violenta. Principalmente nos litorais pontos de atração de turistas, como em Arraial D'Ajuda na Bahia, Porto de Galinhas no Pernambuco, ladrãozinho de celular, de bolsa, de óculos de turista que pratique furto que chame a polícia os caras somem com ele. E na Sta.Cruz isso virou lei dos traficantes tbm, e as policia acham até bom e nem patrulham mais por lá. Oremos. ...