Franca realiza nesta quinta-feira, 9, feriado estadual, uma solenidade em homenagem aos voluntários da cidade que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932. A cerimônia será às 8h, na Praça 9 de Julho, no Centro, e marca os 94 anos do movimento.
Ao todo, 700 voluntários de Franca participaram dos combates. Nove deles morreram nas trincheiras: Adriano Cintra, Arnaldo Vilhena, Hermes de Moura Borges, Jayme Aguilar Barbosa, João Batista de Araújo, José Ferreira, José Rufino, Mário Masini e Octacilio Dias Fernandes.
A cerimônia contará com a participação do Tiro de Guerra, da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e da Associação Banda Musical de Franca. A programação inclui a entrada dos pavilhões Nacional, Estadual e Municipal, a execução do Hino Nacional, um pronunciamento sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, a chamada de honra aos heróis francanos e a colocação de uma coroa de flores no Monumento ao Soldado Constitucionalista.
Autoridades e familiares dos ex-combatentes também devem participar do evento, promovido pela Prefeitura, com coordenação da Secretaria de Esporte e Cultura, por meio do Departamento de Cultura e do Museu Histórico Municipal "José Chiachiri".
A Revolução de 1932
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado liderado pelo Estado de São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas. Iniciada em 9 de julho, a revolta defendia a elaboração de uma nova Constituição para o Brasil e o fim do governo provisório instalado após a Revolução de 1930.
O conflito durou cerca de três meses e mobilizou milhares de voluntários paulistas, entre eles centenas de moradores de Franca.
Embora tenha sido derrotado militarmente em outubro de 1932, o movimento é considerado uma vitória política por ter pressionado o governo federal a convocar a Assembleia Constituinte, responsável pela promulgação da Constituição de 1934. Desde 1997, o dia 9 de julho é feriado estadual em São Paulo em homenagem aos combatentes mortos no conflito.
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