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Em Franca, Silvia Abravanel relembra lições de Silvio Santos

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Hevertom Talles/GCN
Empresária Silvia Abravanel no estúdio da Difusora durante entrevista
Empresária Silvia Abravanel no estúdio da Difusora durante entrevista

A apresentadora e produtora Silvia Abravanel, de 55 anos, está em Franca nesta quinta-feira, 2, e abriu o coração ao falar sobre a trajetória ao lado de um dos maiores nomes da televisão brasileira. Filha de Silvio Santos, ela visitou a sede do GCN/Rádio Difusora e, durante entrevista ao programa A Hora é Essa!, revelou bastidores da convivência profissional com o pai, relembrou momentos de insegurança no início da carreira e explicou por que decidiu ingressar na política.

Acompanhada da empresária Flávia Lancha, Silvia contou em entrevista à apresentadora Cintia Flávia que, ao começar a trabalhar no SBT, fez um pedido especial ao pai para evitar privilégios dentro da emissora.

“Eu pedi para meu pai me tratar como uma funcionária e não como filha, para não constranger os outros funcionários. Mas ele era muito coerente, muito justo”, afirmou.

Segundo ela, Silvio Santos sempre exigiu dedicação e profissionalismo dos colaboradores, inclusive dos próprios familiares.

“Ele nunca passou a mão na cabeça. Eu pude mostrar meu trabalho, pude crescer e chegar a ser apresentadora”, disse.

O desafio de trabalhar com Silvio Santos

Apesar de ter crescido nos bastidores da televisão, Silvia revelou que precisou vencer a timidez para assumir funções diante das câmeras.

“Foi um grande desafio. Quando a luz acendia era um suor que escorria na coluna”, contou.

Ela também relembrou os conselhos que recebia do pai para enfrentar as críticas e seguir evoluindo profissionalmente.

“Ele dizia para eu não ficar me atentando às críticas. Meu pai também recebeu críticas e se superou. Ele mudava coisas ao vivo, a equipe toda trabalhava como um reloginho.”

Antes de se tornar apresentadora, Silvia atuou como produtora e diretora de programas da emissora.

“Tive momentos que eu queria sair correndo, mas dizia para mim mesma: ‘Estou aqui para aprender, como produtora, como apresentadora’.”

Pré-candidatura e defesa da inclusão

Durante a entrevista, Silvia também falou sobre a decisão de entrar para a vida pública. Ela deixou suas funções no SBT no último dia 27 para se lançar pré-candidata a deputada federal pelo PSD.

Segundo a apresentadora, a principal bandeira de sua atuação será a inclusão de pessoas com deficiência.

“Deus colocou esse propósito para eu entrar na vida pública. Meu pai tentou e acho que lá de cima ele está falando: ‘Vai que é sua vez’.”

A motivação, segundo ela, está diretamente ligada à experiência vivida dentro da própria família.

“Tenho uma filha PCD, de 28 anos, autista, e quero ajudar essa causa que não é valorizada. Ela chegou a ser excluída da escola.”

Silvia também relacionou essa experiência à criação do Teleton.

“O Teleton começou por causa de minha filha. Não tem como não levantar essa bandeira.”

História que marcou Franca

Durante a entrevista, o radialista Valdes Rodrigues, da Rádio Difusora, relembrou um episódio vivido ao lado de Silvio Santos em 1979, quando representou Franca no quadro Cidade contra Cidade.

Segundo ele, após a participação, a produção do programa entrou em contato para que ele retornasse a São Paulo e recebesse o cachê que havia ficado pendente.

“Silvio disse: ‘Vocês foram embora e esqueceram o cachê. O dinheiro é de vocês e está aqui. Vocês têm que receber porque são profissionais’”, recordou o radialista.

O relato emocionou Silvia e reforçou uma das características mais lembradas por quem conviveu com o apresentador: o respeito aos profissionais que trabalhavam ao seu lado.

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