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Alexandre quer radares, enterra mercadão e aposta em hospital

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Pedro Dartibale/GCN
Prefeito Alexandre Ferreira e jornalista Corrêa Neves Jr. durante entrevista ao projeto Arena GCN
Prefeito Alexandre Ferreira e jornalista Corrêa Neves Jr. durante entrevista ao projeto Arena GCN

O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 18, uma série de medidas que envolvem trânsito, infraestrutura urbana, saúde e requalificação de espaços públicos. As revelações foram feitas durante entrevista ao jornalista Corrêa Neves Jr., do Portal GCN/Sampi, na estreia do Arena GCN, novo podcast semanal.

Entre os principais temas abordados estão a instalação de radares e a utilização de policiais no sistema de monitoramento por câmeras para aplicação de multas, a mudança de destinação do prédio da antiga Estação Mogiana, o andamento das obras de combate às enchentes e a situação do Hospital Estadual “Dom Diógenes”. Alexandre admitiu que o começo da operação do hospital ainda não reduziu as filas de espera por leitos, mas acredita que a situação será resolvida nos próximos três meses.

Assista à entrevista completa do prefeito Alexandre Ferreira ao podcast Arena GCN.

Trânsito terá fiscalização por monitoramento

Uma das principais medidas anunciadas foi o reforço da fiscalização de trânsito. Segundo Alexandre, a próxima etapa será a presença de policiais militares na central de monitoramento para realizar autuações a partir das imagens captadas pelas câmeras.

“Agora, qual é o passo seguinte? É a gente colocar um policial militar que tenha poder de polícia administrativa nas câmeras. Na sala das câmeras”, disse.

Também foi anunciada a instalação de radares em vias da cidade, uma mudança radical no posicionamento histórico do prefeito, que sempre foi contra a medida. “Eu estou convicto e nós vamos fazer”, disse Alexandre.

Além da fiscalização, a administração municipal mantém campanhas educativas, ações de conscientização e operações com apoio policial para tentar reduzir os acidentes de trânsito.

Estação Mogiana terá serviços públicos

Alexandre também confirmou o fim do projeto do Mercadão Municipal na antiga Estação Mogiana. Segundo ele, o espaço, reformado e recuperado, passará a receber serviços públicos.

“O Mercadão está morto. Está resolvido. E eu vou para o serviço público lá”, declarou.

A mudança ocorre após a abertura de três licitações que não alcançaram adesão suficiente para a ocupação dos boxes e quiosques previstos no projeto.

A proposta da Prefeitura é instalar no local equipamentos ligados à assistência social e à cultura, como Cras, Creas, biblioteca e espaços culturais.

Hospital ainda não reduziu filas

Durante a entrevista, o prefeito comentou o funcionamento do Hospital Estadual “Dom Diógenes”. Segundo Alexandre, a unidade ainda não produziu impacto significativo na redução das filas de internação em Franca.

“Um hospital desse tamanho não começa a funcionar como você faz uma pipoca em 30 segundos, são processos e testes demorados”, afirmou.

Apesar disso, a expectativa da administração é que os resultados se tornem mais perceptíveis até o fim do segundo semestre.

Obras contra enchentes seguem cronograma

O prefeito também atualizou o andamento das obras de drenagem executadas para reduzir os problemas de enchentes no município. Segundo ele, os trabalhos seguem dentro do cronograma estabelecido pela administração.

“Vamos fazer todo o possível para que a obra termine dentro do prazo”, disse.

Uma das principais frentes da intervenção ocorre na região do Galo Branco, onde a conclusão está prevista para janeiro de 2026.

Área Azul segue em discussão

Outro tema abordado foi a possível implantação da Área Azul nas avenidas Brasil e Presidente Vargas. O projeto ainda está em fase de consulta pública e análise pela Prefeitura.

Alexandre defendeu a necessidade de ampliar a rotatividade das vagas e alertou para possíveis impactos no comércio caso a medida não avance.

“Se o comerciante votar contra e continuar parando o carro lá, sabe o que vai acontecer com as avenidas Brasil e Presidente Vargas? A mesma coisa que aconteceu na Estação, o pessoal não vai comprar mais porque não tem onde parar”, afirmou.

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