A filha de Milton de Souza do Prado, de 44 anos, encontrado morto nessa terça-feira, 16, em uma chácara na zona sul de Franca, relatou os últimos momentos vividos ao lado do pai antes do crime que agora é investigado pela Polícia Civil.
Segundo Maria Isabel Oliveira Prado, de 21 anos, a família passou toda a segunda-feira, 15, reunida na propriedade onde Milton trabalhava como caseiro havia cerca de 12 anos.
De acordo com ela, a rotina do dia transcorreu normalmente, com compromissos em diferentes locais da região e retorno à chácara, onde permaneceram juntos durante grande parte do tempo.
“Ontem (segunda-feira) a gente acordou, tomou café, foi até uma oficina mecânica, depois passou em um ferro-velho e veio para cá. Eu e ele voltamos no mecânico de novo, depois retornamos para a chácara, almoçamos e fomos até Capetinga (MG). Na volta, passamos em uma vendinha que fica na beira da rodovia e voltamos para cá. Ficamos aqui o tempo todo com ele”, contou.
Segundo a jovem, em determinado momento do dia, Milton subiu até uma área próxima da propriedade para conversar com um trabalhador que realizava medições em um terreno. Enquanto isso, os familiares saíram para comprar pão para o café da tarde.
“Então, passamos o dia inteiro com ele”, afirmou.
Decisão de permanecer na chácara
Ainda segundo Maria Isabel, ao final do dia, Milton decidiu permanecer sozinho na propriedade. A decisão, segundo ela, estava relacionada a movimentações e barulhos que vinham sendo percebidos nas proximidades da chácara.
“Ele não queria ir embora porque queria ficar aqui. Tem um loteamento ali perto e estava tendo muito barulho. Ele falou que ia averiguar o que estava acontecendo e acabou ficando para dormir aqui na chácara.”
Na manhã seguinte, a família retornou ao local, mas não conseguiu encontrá-lo.
“Isso foi ontem (segunda). Hoje (terça) cedo a gente veio procurar por ele e não encontrou. Tentamos entrar em contato, ligamos e ele não respondia.”
Buscas terminaram com a localização do corpo
Diante da falta de respostas, familiares iniciaram buscas pela propriedade e por áreas vizinhas.
“Começamos a procurar aqui perto, nos lugares onde imaginávamos que ele poderia estar, mas não encontramos. Depois fomos para uma outra área de mata aqui embaixo. Nós nos dividimos para procurar e foi o proprietário que acabou encontrando ele.”
Após a localização do corpo, a Polícia Militar e a perícia foram acionadas para atender a ocorrência.
“Depois chamaram a polícia e a perícia. Segundo o que foi passado para a gente, a perícia constatou que ele tinha sido agredido com pauladas. Eles recolheram o que tinha em volta dele e que poderia ter sido usado na agressão.”
A área foi isolada para os trabalhos periciais. O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca identificar a autoria e a motivação do crime.
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