A Câmara Municipal de Franca realiza nesta quarta-feira, 17, às 14h, uma audiência pública para discutir o projeto de lei que define novas regras de proteção ambiental e ocupação da Macrozona do Rio Canoas. O debate reunirá representantes do setor de desenvolvimento urbano, especialistas e interessados na proposta, que trata de uma das principais áreas de expansão urbana do município.
O encontro deverá contar com a participação de representantes da Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano), que defendem alterações no texto em tramitação. Segundo a entidade, as mudanças propostas têm como objetivo conciliar a preservação ambiental da bacia com a viabilidade da urbanização e a ampliação da oferta de moradias.
Entre os pontos apresentados pelo setor estão a revisão de restrições consideradas excessivas, ajustes em áreas de preservação e a adoção de critérios técnicos voltados ao desempenho ambiental. De acordo com a associação, algumas exigências previstas na proposta podem elevar os custos dos empreendimentos e impactar diretamente o preço final dos imóveis.
Interesse habitacional
O presidente da Aelo, Caio Portugal, afirma que a discussão deve considerar os reflexos da legislação sobre a produção de moradias e a organização urbana.
“Precisamos tratar o tema com foco no interesse da moradia. O loteamento urbanizado leva infraestrutura, organiza a cidade e contribui para a preservação ambiental”, afirmou.
Segundo a entidade, as emendas apresentadas foram elaboradas a partir de análises técnicas relacionadas à ocupação da Macrozona do Rio Canoas. O grupo defende que eventuais alterações na legislação considerem, simultaneamente, o desenvolvimento urbano, a preservação dos recursos naturais e o acesso à moradia.
Participação técnica
A audiência pública será realizada na sede da Câmara Municipal de Franca. Entre os participantes anunciados estão o diretor institucional da Aelo, Jorgito Donadelli, e o diretor da Gaia Consultoria e Gestão Ambiental, Robis Nassaro, que deverá apresentar considerações técnicas sobre o projeto em debate.
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Comentários
2 Comentários
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Darsio 17/06/2026Nossa! O setor imobiliário preocupado com moradias? Oláá´! Há algum trouxa que acredita nesse discurso? Oras! Não seria interessante investigar quem contribuiu para as campanhas dos nobres vereadores e do prefeito? Se a população não acordar, em nome dos lucros das imobiliárias, os nobres vereadores estarão colocando em risco, o nosso principal manancial para abastecimento da cidade. Além do mais, pergunto as imobiliárias se, terreno de loteamento por 100 mil reais é para pobre? Pois, esse é o valor mínimo cobrado por um terreno de 200 m². QUE AS IMOBILIÁRIAS TENHAM UM MÍNIMO DE DECÊNCIA E, QUE COVARDEMENTE NÃO SE ESCONDAM NESSE DISCURSO DE PREOCUPAÇÃO COM MORADIAS PARA A POPULAÇÃO, POIS NA PRÁTICA OLHAM APENAS PARA OS SEUS LUCROS. A REGIÃO DO CANOAS NÃO PODE SERVIR A LOTEAMENTOS, POIS ÁGUA PARA AS NOSSAS TORNEIRAS É INFINITAMENTE MAIS IMPORTANTE DO QUE OS LUCROS DAS IMOBILIÁRIAS. -
jaques campos 17/06/2026Ou seja, estão desregulamentando as normas ambientais, abrindo a porteira para a boiada, como dizia Ricardo Salles, ministro de Bolsonaro. Tudo em nome da especulação imobiliaria, a ganancia. Qual sera a resposta do meio ambiente, a natureza? Erosão, enchentes ou secas?