Franca vê sua rede de saúde pública crescer em várias frentes ao mesmo tempo. Da atenção básica, com novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos bairros, à alta complexidade, com a entrada em operação do Hospital Estadual Três Colinas, a cidade amplia a capacidade de atendimento e reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios.
Em 2024, a Prefeitura entregou três UBS, nos bairros Paraty/Ana Dorothea, Paineiras/São Domingos e City Petrópolis. Outras duas estão em obras, no Parque das Esmeraldas/Peres Elias, na região Oeste, e no Jardim Palma, na região Leste. Pelo programa municipal Minha Nova UBS, prédios antigos vêm sendo substituídos por estruturas maiores e mais acessíveis, caso das unidades previstas para a Vila Santa Terezinha e o Jardim Aeroporto III/Santa Bárbara.
Os recursos combinam o Novo PAC do governo federal, recursos do governado estadual, emendas parlamentares e investimentos do próprio município. As UBS funcionam como porta de entrada do SUS e respondem pela maior parte das demandas de saúde da população.
As obras em andamento têm fontes de recurso e públicos definidos. A unidade do Parque das Esmeraldas/Peres Elias, na região Oeste, recebe cerca de R$ 1,9 milhão do Novo PAC e atenderá também moradores de bairros como Jardim Adelinha, Quinta do Café e Jardim Simões. Já a UBS do Jardim Palma, na região Leste, soma cerca de R$ 2,2 milhões, viabilizados por emenda parlamentar, e beneficia o Jardim do Éden, a Riviera e parte dos bairros Paulistano e Panorama.
Pelo programa Minha Nova UBS, voltado à substituição de prédios antigos, a unidade da Vila Santa Terezinha, na região Norte, é orçada em R$ 3,3 milhões (R$ 899,9 mil de contrapartida municipal e o restante do Novo PAC) e troca uma estrutura que já não comporta a demanda por um prédio maior e acessível, na rua Mestre Inácio. A nova UBS do Jardim Aeroporto III/Santa Bárbara, na região Sul, terá mais de 460 metros quadrados, em um modelo mais moderno de atendimento.
Especialidades e exames
A primeira Policlínica da região será instalada em Franca, no Residencial João Liporoni, na zona Oeste, com investimento superior a R$ 16 milhões. O início das obras foi assinado em junho pelo Ministério da Saúde, e a unidade vai concentrar serviços de média complexidade: consultas com especialistas, exames de imagem e pequenos procedimentos cirúrgicos.
Entre os serviços previstos estão exames como ressonância magnética, tomografia e eletrocardiograma, além de consultas em especialidades como angiologia, cardiologia, oftalmologia e neurologia. A Policlínica também deve realizar procedimentos ambulatoriais de baixa complexidade, como biópsias, cauterizações e vasectomias, reduzindo a necessidade de encaminhar pacientes a outras cidades.
No mesmo eixo de ampliação dos serviços especializados, o novo NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), no Jardim Botânico, moderniza o atendimento ambulatorial e melhora o fluxo entre a atenção básica e a média complexidade.

Em parceria com o Uni-FACEF, o Ambulatório de Especialidades projetado junto à universidade tem capacidade estimada em cerca de 5 mil consultas SUS por mês, com baixo custo para o município e integração entre ensino e serviço público.

Saúde mental e inclusão
O CAPS Infantil, também no Jardim Botânico, amplia a rede de saúde mental voltada a crianças e adolescentes, com apoio às famílias e articulação com a educação e a assistência social. Já o Centro de Referência do Autismo prevê atendimento multidisciplinar, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.
Hospital regional
No final de maio, a região recebeu seu maior reforço em saúde: o Hospital Estadual Três Colinas “Dom Diógenes Silva Matthes”, resultado de investimento de cerca de R$ 186 milhões do governo do Estado de São Paulo, viabilizado em parceria com a Prefeitura de Franca. A unidade atende 22 municípios, cerca de 723 mil habitantes, e iniciou a operação de forma gradual, com até 115 leitos nos próximos meses, rumo a mais de 220 na capacidade plena.

A gestão da unidade ficou a cargo da FAEPA (Fundação de Apoio ao Ensino, à Tecnologia e Assistência), responsável também pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e por outros hospitais estaduais. A operação deve gerar cerca de 1,4 mil empregos diretos e ajudar a desafogar a Santa Casa de Franca, que concentrava boa parte da demanda regional por internações.
O hospital conta com UTIs adulta, pediátrica e neonatal e especialidades como clínica médica, cardiologia, psiquiatria, pediatria, urologia, oftalmologia e traumato-ortopedia. Em plena operação, está projetado para realizar cerca de 281 cirurgias e 3.100 consultas por mês. Vizinho ao novo NGA e ao CAPS Infantil, forma um complexo de saúde no mesmo entorno.
Instalado na avenida São Vicente, no bairro Espraiado, o hospital reúne pronto-socorro, centro de diagnóstico por imagem, ambulatório, hospital-dia e um centro cirúrgico com seis salas para procedimentos de médio e grande porte. A área de terapia intensiva soma 40 leitos de UTI — 20 adultos, 10 pediátricos e 10 de unidade coronariana —, além de leitos de isolamento, com prédios anexos destinados a reabilitação, psiquiatria, laboratório e farmácia.
O que muda no atendimento
O conjunto dos investimentos tende a ampliar o acesso a consultas e exames, reduzir filas e tempo de espera, diminuir o deslocamento de pacientes para outras cidades e preparar a rede para o crescimento da população. Franca passa, assim, de ações pontuais para uma ampliação estruturada do sistema de saúde.
É uma revolução em curso, que amplia a estrutura de Saúde e prepara a cidade para seguir atendendo sua população com qualidade e garantindo uma das melhores qualidades de vida do país.
SERVIÇO | Onde buscar atendimento
Atenção básica — a UBS do bairro é a porta de entrada do SUS para acompanhamento, vacinas, pré-natal e doenças crônicas.
Especialidades e exames — o acesso é organizado a partir da UBS, por meio de encaminhamento.
Urgência e emergência — os prontos-socorros e o hospital concentram os casos de maior gravidade.
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