FEMINICÍDIO

DIG descarta suicídio no Esqueleto e indicia 'Ninguém' por morte

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como 'Ninguém', foi indiciado pela morte de Fernanda de Paula Galinto, encontrada morta no prédio 'Esqueleto', em Franca
Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como 'Ninguém', foi indiciado pela morte de Fernanda de Paula Galinto, encontrada morta no prédio 'Esqueleto', em Franca

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca concluiu o inquérito que apurava a morte de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, encontrada sem vida no prédio abandonado conhecido como "Esqueleto", no Parque dos Lima, em 18 de janeiro deste ano. A Polícia Civil concluiu que a vítima foi assassinada e indiciou Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como "Ninguém", pelo crime de feminicídio.

Com a finalização das investigações, o relatório foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora analisará o caso e decidirá sobre o oferecimento da denúncia criminal.

Segundo o delegado Márcio Murari, responsável pela investigação, as hipóteses inicialmente levantadas de suicídio ou de que a vítima teria sido jogada do edifício foram descartadas após a conclusão dos laudos periciais.

Laudo apontou agressões

De acordo com o laudo necroscópico, Fernanda apresentava um ferimento grave na cabeça e escoriações superficiais pelo corpo. Conforme a perícia, as lesões identificadas são incompatíveis com uma queda de grande altura.

Os elementos técnicos levantados durante a investigação levaram a Polícia Civil à conclusão de que a vítima foi agredida antes de morrer.

Suspeito foi preso e interrogado

Durante as apurações, os investigadores identificaram Ederson Gonçalves Mendes como principal suspeito do crime. A Justiça decretou sua prisão temporária após a apresentação de indícios considerados consistentes pela DIG.

O investigado foi localizado e preso no mês passado em Patrocínio Paulista, onde foi interrogado duas vezes pelos policiais responsáveis pelo caso.

Embora tenha negado participação na morte de Fernanda, a Polícia Civil afirma ter reunido provas técnicas e testemunhais que apontam para seu envolvimento direto no crime.

Segundo o delegado Márcio Murari, o próprio investigado admitiu que esteve com Fernanda na manhã do dia em que ela morreu e que retornou ao local algum tempo depois, quando a vítima já estava morta.

Pedido de prisão preventiva

Com a conclusão do inquérito, a DIG solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária em prisão preventiva para que o suspeito permaneça detido durante a tramitação do processo.

O caso segue agora sob análise do Ministério Público, responsável por decidir se apresentará denúncia formal à Justiça com base nas provas reunidas pela Polícia Civil.

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