Um homem foi preso em flagrante após agredir uma mulher, ameaçá-la de morte e descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar dela e de seus familiares. O caso foi registrado nesta quinta-feira, 11, no Jardim Aeroporto l, na região Sul de Franca, e o suspeito acabou localizado pela Polícia Militar nas proximidades da residência da vítima.
A ocorrência aponta que o investigado desferiu socos contra a mulher e afirmou que iria matá-la. Além das agressões e ameaças, ele também teria violado a determinação judicial que estabelecia distância mínima de 500 metros da vítima e de seus familiares.
Após ser acionada, a Polícia Militar realizou buscas e encontrou o suspeito nas proximidades do imóvel, efetuando a prisão em flagrante.
Provas e investigação
Segundo o registro policial, a materialidade dos crimes foi reforçada por testemunhos, pelos danos constatados na residência e pela existência de medida protetiva vigente expedida pela Justiça. O investigado já havia sido formalmente cientificado sobre as restrições impostas pela decisão judicial.
Outro fator considerado relevante pelas autoridades é que uma adolescente de 15 anos, filha da vítima, estava na residência durante os fatos. Ela deverá ser ouvida posteriormente, conforme prevê a legislação.
Sem direito à fiança
A Polícia Civil enquadrou o suspeito pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, lesão corporal contra a mulher, ameaça, dano e violação de domicílio, todos praticados no contexto de violência doméstica.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, a gravidade das acusações e o concurso de crimes impediram a concessão de fiança na fase policial. O homem foi encaminhado para uma unidade prisional de Franca, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A autoridade policial também representou pela decretação da prisão preventiva. Conforme consta nos autos, o investigado já havia sido preso anteriormente por crimes relacionados à violência doméstica e teria voltado a praticar delitos contra a mesma vítima poucos meses após sua última prisão, ocorrida em março deste ano.
Segundo a Polícia Civil, a repetição das condutas criminosas e o descumprimento das medidas judiciais indicam risco à integridade da vítima e de seus familiares, razão pela qual foi solicitado à Justiça que o suspeito permaneça preso durante o andamento das investigações.
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