A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em aplicar o chamado "golpe do falso leilão". A ação ocorreu na manhã desta terça-feira, 9, durante a Operação Martelo Final, coordenada pela Delegacia de Polícia de Guaíra, na região de Franca, com apoio de Seccional de Barretos.
Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Jundiaí, São Paulo (Capital) e São Bernardo do Campo. Três investigados foram presos: um homem e uma mulher em Jundiaí e outro homem na zona leste da capital paulista. Outros dois suspeitos seguem sendo procurados.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma vítima de Guaíra relatar ter sido enganada ao tentar comprar um veículo anunciado em nome de uma tradicional empresa de leilões. Acreditando estar negociando com uma empresa legítima, ela realizou uma transferência bancária de R$ 28.500 e descobriu posteriormente que havia caído em um golpe.
Esquema utilizava sites falsos e anúncios pagos
As apurações apontaram a existência de um esquema estruturado de fraude eletrônica. Os criminosos criavam páginas falsas que imitavam empresas conhecidas de leilões de veículos, utilizando indevidamente nomes, logotipos e identidade visual das companhias verdadeiras.
Para atrair vítimas, os suspeitos investiam em anúncios patrocinados em plataformas de busca, fazendo com que os sites fraudulentos aparecessem em destaque nas pesquisas da internet. O atendimento aos interessados era realizado por telefone, utilizando linhas cadastradas em nome das empresas clonadas.
Ainda de acordo com a investigação, os pagamentos eram direcionados para contas digitais e rapidamente distribuídos entre diversas contas de terceiros, dificultando o rastreamento dos valores obtidos ilegalmente.
Organização criminosa
A Polícia Civil identificou uma divisão de tarefas entre os integrantes do grupo, característica que, segundo os investigadores, demonstra a existência de uma organização criminosa estruturada e voltada à prática reiterada de fraudes eletrônicas.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, cartões bancários e dispositivos de armazenamento de dados. Todo o material passará por perícia para auxiliar na identificação de novas vítimas, outros sites fraudulentos e possíveis envolvidos no esquema.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica e organização criminosa.
Como evitar o golpe do falso leilão
A Polícia Civil alerta que criminosos costumam oferecer veículos, imóveis e outros bens por valores muito abaixo do mercado para atrair vítimas. Entre as orientações estão desconfiar de preços excessivamente baixos, acessar diretamente os sites oficiais das leiloeiras, verificar o registro da empresa nos órgãos competentes e evitar transferências para contas de pessoas físicas ou empresas diferentes das anunciadas.
Em caso de suspeita de fraude, a orientação é registrar ocorrência e guardar comprovantes, conversas e demais informações que possam auxiliar nas investigações.
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