A descoberta do corpo do cabeleireiro Mikael Santos Lima, na tarde desta quarta-feira, 3, em uma área rural do Paiolzinho, em Franca, encerrou uma semana de buscas e incertezas para a família. Após reconhecer o corpo do filho, a mãe da vítima, Mônica Pereira Santos Lima, falou sobre a dor da perda, pediu justiça e afirmou acreditar na participação de uma pessoa próxima ao jovem no crime.
Acompanhada por familiares, Mônica esteve no local onde o corpo foi encontrado e descreveu o sofrimento ao se deparar com a cena.
“O que ele fez com aquele corpo ali foi muito feio, muito maldoso. Não tem nem explicação. Eu não vou relatar o que eu vi. Eu precisei ir lá ver porque achei que merecia isso. Agora vou ter que viver o meu luto. Vou enterrar meu filho”, disse.
Pedido de justiça
Abalada, a mãe afirmou que a confirmação da morte encerra a espera por notícias, mas abre um novo capítulo para a família: a busca por responsabilização dos envolvidos.
Segundo ela, não há dúvidas sobre a participação de uma pessoa próxima de Mikael no caso.
“Aqui na Justiça dos homens eu quero que esse ‘amigo’ fique lá, preso, por muito, muito tempo. Não tenho dúvidas de que ele participou. Temos provas, não tem como ele discordar. Ele pode negar, mas existem provas. Eu e minha família queremos justiça. Quero que ele fique no lugar dele, preso.”
Thalys Rafael, amigo de infância de Mikael, está preso desde a última sexta-feira, 29, após tentar extorquir a família da vítima. De acordo com os familiares, ele já era considerado suspeito desde o registro do boletim de ocorrência, após apresentar versões consideradas contraditórias e mencionar uma suposta dívida de R$ 30 mil envolvendo o cabeleireiro.
Fé para enfrentar a perda
Mesmo diante da dor, Mônica disse buscar forças na fé para enfrentar o momento mais difícil de sua vida.
“Meu filho agora está em paz, descansando. Parou de sofrer. Qualquer dor que ele veio a sentir, ele parou de sentir. Eu sou uma mulher de muita fé e muita esperança. Tenho um Deus que eu sirvo, que é maravilhoso, e é por isso que estou de pé. Estou forte porque é Ele que está me fortalecendo.”
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha para esclarecer a motivação do crime e a possível participação de outras pessoas.
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