ESCOLA JOÃO MARCIANO

Pais denunciam novas brigas após ameaça com canivete em Franca

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
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Momento da confusão entre as alunas do 1º ano da Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida”, em Franca
Momento da confusão entre as alunas do 1º ano da Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida”, em Franca

A sequência de episódios de violência registrados na Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida”, em Franca, gerou novas denúncias de pais de alunos sobre brigas frequentes dentro e no entorno da unidade. Após o caso de um estudante do Ensino Médio acusado de ameaçar um colega com um canivete nesta quinta-feira, 21, familiares relataram outros conflitos ocorridos nos últimos dias e questionaram a eficácia das medidas adotadas pela escola. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que os casos foram registrados, os envolvidos afastados e ações de mediação serão reforçadas.

Na manhã desta quinta-feira, um estudante do 1º ano do Ensino Médio foi acusado de ameaçar outro aluno com um canivete durante uma briga dentro da escola. A Polícia Militar foi acionada e apreendeu o objeto após a direção informar que o adolescente entregou o canivete à equipe gestora. Ninguém ficou ferido.

Menos de 24 horas antes, dois estudantes do 9º ano trocaram socos dentro de uma sala de aula. Segundo denúncias encaminhadas ao Portal GCN/Sampi, os adolescentes ficaram feridos e apresentavam sangramento no rosto após a agressão.

Relatos de novos conflitos

Após a repercussão dos casos, uma mãe de alunos da escola procurou a reportagem para relatar novos episódios de violência e pediu para não ser identificada por receio de exposição da filha.

“As brigas têm acontecido com bastante frequência. Tenho um filho que estuda à tarde e uma filha que estuda de manhã”, afirmou.

Segundo a mulher, um dos episódios ocorreu no último dia 7 de maio, entre a saída do período da manhã e a entrada do período da tarde. Conforme o relato, duas estudantes gêmeas do 1º ano teriam agredido outra adolescente.

“Só pararam porque a menina desmaiou”, disse.

Ela afirmou ainda que os conflitos teriam começado no ano passado, após desentendimentos envolvendo relacionamentos entre estudantes, e que as ameaças continuaram desde então.

“Essa briga vem desde o ano passado. Minha filha era da mesma sala, é coisa antiga”, relatou.

Apesar das críticas, ela destacou que considera a unidade uma boa escola e atribuiu parte dos problemas ao comportamento de estudantes e familiares.

“É uma escola muito boa, de verdade, mas a educação não tem vindo de casa. Fico até com dó dos professores”, declarou.

Medidas adotadas

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação, por meio da URE (Unidade Regional de Ensino) de Franca, repudiou todo tipo de violência, dentro ou fora do ambiente escolar.

Segundo a unidade, a direção da unidade agiu “prontamente” no momento da ocorrência para conter o conflito. As famílias foram convocadas e estão contando com o acompanhamento pela rede de apoio com visitas de assistentes sociais.

“As alunas estão sendo atendidas pela psicóloga do programa Psicólogos na Escola e participando de um projeto de fortalecimento de vínculos. Ambas foram afastadas das atividades presenciais por três dias com atividades domiciliares e não apresentaram mais conflitos”, diz.

A unidade, ainda segundo o Estado, intensificará as ações de mediação e os projetos de convivência escolar em parceria com a equipe do Conviva-SP (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar) e com o Grêmio Estudantil, visando o fortalecimento da cultura de paz.

Por fim, a URE Franca e a gestão da unidade afirmaram que seguem à disposição da comunidade para mais esclarecimentos.

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Comentários

1 Comentários

  • Darsio 23/05/2026
    Quando me perguntam porque não sou favorável a escola cívico-mitilitar, eu digo que os pais que a apoiam, são os mesmos que se olham em um espelho e veem diante de si mesmos, grandes fracassados. Isso mesmo! Um pai ou mão depender de um estranho para ensinar respeito ao seu filhos, são sim fracassados. E, a ampla maioria desses país se quer comparecem a uma reunião de pais e mestres. Digo isso, porque se vivêssemos em um país sério e civilizado, os pais que não cumprem com as suas obrigações de responsáveis pela educação de seus filhos, seriam processados e condenados a cumprirem penas, mesmo que fosse a obrigatoriedade de prestarem serviços comunitários. Mas, em se tratando de Brasil, ocorre que os caras se fartam dos prazeres do sexo e, depois despejam seus filhos na escola para que os profesores façam o papel deles. É a barbárie se instalando no país!!!