FORAGIDO

Empresário francano é acusado de passar dinheiro do PCC a Deolane

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PC
Ciro Cesar Lemos, de Franca, é considerado foragido da Justiça e apontado como peça-chave em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC
Ciro Cesar Lemos, de Franca, é considerado foragido da Justiça e apontado como peça-chave em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

O empresário Ciro Cesar Lemos, de Franca, é considerado foragido da Justiça e apontado pelas autoridades como peça-chave em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao pcc (Primeiro Comando da Capital). Segundo as investigações, ele seria responsável por movimentar recursos de uma transportadora e direcionar valores para contas indicadas pela facção, incluindo contas vinculadas à influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

A investigação integra a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que apura a estrutura financeira da organização criminosa. Deolane foi presa na quinta-feira, 21, durante a ofensiva policial.

Investigação aponta papel central no esquema

De acordo com os investigadores, Ciro Lemos atuava como operador financeiro central do esquema criminoso. Entre as funções atribuídas a ele estariam pagamentos, compra de caminhões e gestão de recursos ligados à cúpula da facção.

As investigações apontam ainda que o empresário executaria ordens diretas de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e de seu irmão, Alejandro Camacho.

A empresa investigada, uma transportadora com sede em Presidente Venceslau, no interior paulista, seria utilizada como fachada para movimentações financeiras ilícitas. Após a quebra dos sigilos bancário e fiscal, os investigadores identificaram que o negócio movimentou mais de R$ 20 milhões, com indícios de inconsistências financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada.

Casal está foragido

Ciro é sócio da empresa ao lado da mulher, Elidiane Saldanha Lopes Lemos, que também está foragida.

Segundo a investigação, ambos já foram indiciados, denunciados e condenados pela Justiça. A sentença aponta que a transportadora era utilizada como instrumento para ocultar valores provenientes do crime organizado.

As apurações começaram após a apreensão de bilhetes manuscritos encontrados em celas da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os documentos continham ordens internas da facção e ajudaram os investigadores a mapear a estrutura financeira do grupo.

Conversas citam contas ligadas a Deolane

A análise de um celular apreendido na residência do casal revelou conversas consideradas estratégicas para a investigação.

Segundo a Polícia Civil, um dos operadores identificados, Everton de Souza, conhecido como “Player”, orientava para quais contas os valores deveriam ser enviados, incluindo contas atribuídas a Deolane Bezerra.

De acordo com a investigação, a influenciadora aparece como uma das beneficiárias diretas dos repasses financeiros, com movimentações consideradas elevadas pelas autoridades.

A defesa de Deolane nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo judicial.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos.

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