MAIS DE 1 MÊS DEPOIS

Mãe de Anna Elisa cobra justiça após morte: 'Vivendo um terror'

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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A família de Anna Elisa Borges, de 19 anos, esteve em frente à CPJ, nessa quarta-feira
A família de Anna Elisa Borges, de 19 anos, esteve em frente à CPJ, nessa quarta-feira

A família da estudante de biomedicina Anna Elisa Borges, de 19 anos, esteve na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca nessa quarta-feira, 13, em busca de respostas sobre o andamento das investigações do acidente que matou a jovem.

O caso aconteceu na avenida Doutor Armando de Sales Oliveira, nas proximidades da Universidade de Franca. Anna Elisa estava em um Chevrolet Celta acompanhada de dois amigos quando houve a colisão com um Volkswagen Polo preto conduzido por Clovis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos.

Mais de um mês após o acidente, familiares afirmam viver um cenário de incerteza diante da falta de esclarecimentos sobre o caso.

“Faz um mês e meio que a gente não sabe de nada. A gente está numa escuridão. Qualquer caso que acontece aparecem câmeras, imagens, mostram a hora do impacto… mas o da Anna Elisa não apareceu nada. Por quê?”, questionou a mãe da jovem, Vivian Aparecida Ferreira.

Ela também levantou suspeitas sobre possível diferença no tratamento do caso.

“Se fosse a minha filha que tivesse batido no Clovis, onde ela estaria agora? Ela estaria presa, estaria em todos os telejornais do país”, afirmou.

'Eu só quero justiça', diz mãe

Emocionada, Vivian relatou o impacto da perda na rotina da família, especialmente durante o último Dia das Mães.

“Eu estou vivendo um terror que nunca imaginei. Eu só quero justiça. Eu quero que ele pague pelo que fez”, disse.

A mãe também fez um apelo para que o caso não seja esquecido.

“Eu peço que todas as mães que já perderam seus filhos, ou que têm filhos, sintam a minha dor. Me ajudem nessa jornada.”

A tia da estudante, Maria Eliza Ribeiro, também esteve na CPJ e criticou a forma como os envolvidos vêm sendo tratados.

“O que me incomoda muito é tratar homens como meninos. Eles não são meninos. A partir do momento que você dirige, que você tem liberdade, você é homem. E homem responde pelos seus atos”, afirmou.

Segundo ela, familiares ficaram chocados com a cena do acidente.

“Todos os meus familiares estiveram no local. Minha mãe, meu pai… foi uma cena de terror. O carro chegou a girar no ar.”

Polícia investiga possível racha

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael Davi, a investigação ainda depende da conclusão dos laudos periciais para determinar com precisão o que aconteceu.

Uma das principais linhas investigativas apura a possibilidade de um racha entre o Volkswagen Polo e um segundo veículo momentos antes da colisão.

Caso a hipótese seja confirmada, os envolvidos poderão responder criminalmente pela morte da estudante.

Enquanto aguardam respostas oficiais, familiares e amigos seguem mobilizados cobrando esclarecimentos.

“Eu só quero justiça”, reforçou a mãe da jovem.

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