JD. BRASILÂNDIA

Explosão de máquina deixa sapateiro em estado gravíssimo

Por Laís Bachur | de Franca
| Tempo de leitura: 1 min
Laís Bachur/GCN
Peça que se desprendeu da máquina e atingiu a cabeça de Luís Antônio de Oliveira
Peça que se desprendeu da máquina e atingiu a cabeça de Luís Antônio de Oliveira

Um sapateiro de 62 anos ficou em estado gravíssimo após um acidente de trabalho dentro da própria residência, na rua Juiz de Fora, no Jardim Brasilândia, em Franca. Luís Antônio de Oliveira foi atingido na cabeça por uma peça de uma máquina que explodiu enquanto ele consertava uma botina.

Peça atingiu o telhado antes de cair

Segundo as informações apuradas, durante o serviço, uma peça do equipamento se soltou após a explosão e foi lançada com força.

O objeto atingiu o telhado da casa, quebrou telhas e, em seguida, caiu diretamente sobre a cabeça do trabalhador.

Oliveira sofreu ferimentos graves na parte superior da cabeça e também na região da testa.

Família acionou socorro

No momento do acidente, o sapateiro estava com a esposa e um neto, que acionaram o resgate.

A tia da vítima, Nilma Paiva, relatou o estado em que ele foi encontrado.

“Ele machucou muito, estava soltando sangue pela cabeça, boca e nariz. Os médicos do Samu disseram que é muito grave o caso dele. Foi um susto enorme”, afirmou.

Parada cardiorrespiratória

Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) encontraram o trabalhador caído na garagem da residência, com intensa perda de sangue.

Durante o atendimento, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda dentro da ambulância, sendo necessárias manobras de reanimação.

Após ser estabilizado, Luís Antônio de Oliveira foi encaminhado para a Santa Casa de Franca, onde permanece internado em estado gravíssimo.

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Comentários

4 Comentários

  • Marcos 08/05/2026
    O Sebastião e o João estão certos. Errados está o médico que deu alta pra eles.
  • JOSÉ DA SILVA 08/05/2026
    Caros João e Sebastião. Quem falou a vocês que é esta a situação deste trabalhador? É fácil vir aqui e julgar sem informações. Vocês tem razão quando falam indiretamente, da precarização do trabalho, quando alguns empresários não se preocupam com a segurança do seu empregado ou prestador de serviço. Mas não se pode demonizar o empresariado de forma geral, porque são os empresários que colocam seu dinheiro, investem e se arriscam, para gerar empregos de uma maneira geral. Não se tem emprego sem empresa e empresários. E não se esqueçam daquelas pessoas que só se dispõe a trabalhar nas empresas, desde que não sejam registrados, para não perder o benefício social, o bolsa família principalmente. Preferem enganar, mentir, para manter um benefício que não teria direito por estar trabalhando. Isso está certo? Reflitam nisso. Num embate, sempre existe os dois lados. E, por fim, o principal, que o Sr. Luís Antonio de Oliveira esteja bem, amparado e com os cuidados necessários para a sua melhor recuperação.
  • Sebastião 07/05/2026
    Precarização da produção de componentes de calçados hoje que quem vende e fatura com marcas de calçados não tem empregados, não paga encargos, não dá emprego, salários nem renda, ficam apenas no e.commerce na Internet. Numa garagem trabalhadores sem registros nem benefícios trabalhistas cortam o couro; noutra garagem trabalhadores, muitos deles menores, fazem o serviço de costura, pesponto; noutra garagem ou fundo de quintais ocorrem a montagem, que foi onde ocorreu esse acidente; noutros o sapato é acabado; então esses calçados prontos são levados para os barracões desses auto-proclamados empresários calçadistas e são eles que comercializam por e.comerce o produto finalizado e são eles os beneficiários na ponta do esquema da riqueza para as quais eles apenas emprestaram o nome e CNPJ. Aí o cara se faz passar por empresário trabalhador de sucesso, vai morar no condomínio fechado, compra uma hilux nova todos anos, se passa por religioso e usa a religião como pano de fundo do seu sucesso. Comprar chácara, sitio e fazenda, rancho ou AP na Rifaina e depois arranjar uma amante bonita e cara costumam ser os passos seguintes. E esse acidentado no meio desse processo um episódio que o empresário lamenta muito, manda condolências aos familiares e já providência alguém para substituir essa peça do esquema para a continuação dos seus prósperos e abençoado sucesso financeiro com a ajuda de Deus.
  • João 07/05/2026
    O que é isso?, são as condições a que os trabalhadores são levados, forçados, a ter que se submeterem nessas rotinas absurdas de trabalho precário dentro das suas proprias casas para maximizar a produção sem ter que recolher os elevados encargos que as indústrias legalizadas têm que pagar ao governo. Precarização das condições de trabalho, esse foi o motivo desse lamentável acidente, os mesmos motivos que levam ao trabalho infantil, às condições de trabalho que mais parecem escravidão com sobrecarga de horário de trabalho, a exploração patronal que lhes tomam o sangue sem a devida contrapartida e reconhecimento dos seus esforços, então o trabalhador recirre a isso, o trabalho anônimo dentro de casa para produzir com menor custo, longe da observação da fiscalização trabalhista e das normas de segurança, para prestar um serviço que, muitas vezes, só faz beneficiar quem tem uma marca de sapato, mas nenhum encargo social, que vende o produto dos esforços dos seus fornecedores de serviços de garagem, mas que agora somem porque, como eles mesmos alegam, não tem nada a ver com esse acidente. E cadê o sindicato dos sapateiros nessa hora?, os promotores e fiscais do ministério do trabalho?, os promotores e fiscais da justiça do trabalho?,esse não é da competência deles atuarem e se manifestarem?, vão lá, nss garagens das casas do Paulistano pra ver as condições desses fornecedores de produtos semi-elaborados desses tais produtores de calçados que vendem milhões pagando salários e direitos trabalhistas para empregados fantasmas que não passam de parentes registrados mas que nunca pisaram nas suas referidas fábricas, fábricas de fachada, e que ainda ganham do governo incentivos para contratar e manter esses empregos fakes. E adivinhem em quem esses empresários diaraque votam?. E agora vem um Zema da vida e diz que aqueles crianças exploradas passando cola nas garagens do Paulistano estão no lugar certo, que estão cuidando do futuro delas..... E os velhacos de hilux que terceirizam tudo para essas garagens de trabalho onde os que passam fome não tem como reclamar das migalhas que recebem, que se acidental, se mutilam e morrem, fazem a alegria dos donos da marca que só ficam com o lucro da marca e quem trabalhou, de fato para produzir a riqueza que ele auferiu, se matam no trabalho. Tá tudo errado, então ouçam é votem em que está procurando melhorar a vida dos trabalhadores....!!!