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Crise no transporte universitário em Cássia gera protesto

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Prefeito de Cássia, Donizete Vilela (Cidadania), durante pronunciamento nas redes sociais
Prefeito de Cássia, Donizete Vilela (Cidadania), durante pronunciamento nas redes sociais

O transporte universitário de Cássia (MG) entrou em crise após a empresa responsável pelo serviço, a Luiz Turismo, notificar a Acec (Associação Cassiense de Educação e Cultura) por inadimplência e ameaçar interromper completamente as atividades em até três dias úteis. O documento, datado em 20 de abril de 2026, aponta falta de pagamento e alerta para possível adoção de medidas judiciais.

De acordo com a notificação, o serviço poderá ser suspenso integralmente caso os valores em atraso não sejam quitados dentro do prazo estipulado. A empresa afirma ainda que a retomada do transporte só ocorrerá após a regularização total da dívida.

A situação impacta diretamente estudantes universitários que dependem do transporte diário para cidades como Franca e Passos (MG). Segundo a Acec, responsável pelo repasse dos recursos, os custos operacionais aumentaram significativamente, acompanhando a alta de preços no país, enquanto o valor repassado pela Prefeitura não teve reajuste.

A associação afirma que chegou a pressionar o poder público, antes mesmo da atual diretoria assumir, mas não obteve resposta positiva. Em meio ao impasse, um abaixo-assinado foi criado por estudantes e apoiadores como forma de protesto e tentativa de ampliar o repasse municipal.

Ainda segundo a Acec, a empresa Luiz Turismo manteve o serviço em funcionamento por quase três meses sem receber, além de ter reduzido os preços para abaixo da média de mercado. Mesmo assim, a continuidade sem pagamento foi considerada insustentável.

Diante do risco de paralisação já nesta semana, houve uma negociação emergencial entre a Acec e a empresa. Como alternativa, ficou definido que os estudantes deverão pagar uma mensalidade de R$ 250 para manter o transporte - valor que, segundo a organização, muitos não têm condições de arcar.

Prefeitura nega atraso e questiona valores

Em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito Donizete Vilela (Cidadania), conhecido como Negrinho, afirmou que o município está custeando 100% do transporte universitário neste mandato e que os repasses estão em dia. Ele atribuiu eventuais atrasos anteriores a mudanças na diretoria da associação e à necessidade de regularização documental.

O prefeito também contestou o novo valor apresentado para o transporte, afirmando que o custo solicitado ultrapassa mais que o dobro do praticado anteriormente e seria incompatível com o mercado. Segundo ele, a administração municipal não aceitará valores considerados abusivos.

Como medida, a Prefeitura anunciou a realização de um novo processo de licitação para contratar o serviço, com o objetivo de garantir transparência e preços dentro da realidade.

Promessa e cobrança

Em declaração anterior, ainda no período eleitoral, o próprio prefeito havia assumido o compromisso de “zerar a mensalidade” do transporte universitário durante o mandato. A fala tem sido utilizada por estudantes como argumento para cobrar a manutenção do benefício integral.

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