Uma mulher acusada de atear fogo na balconista de uma mercearia durante o expediente, resultando em morte, foi presa nesta segunda-feira, 20, sentada em um banco de praça, em Delfinópolis (MG), a 89 km de Franca, nove dias após cometer o crime. O fato ocorreu no último dia 11, no distrito de Olhos D’água. Ela foi conduzida para Passos (MG).
Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, teria ficado com ciúmes do namorado ao saber que ele teria conversado com a balconista. Ela foi ao estabelecimento, comprou um frasco de álcool e, após o pagamento, jogou o líquido sobre a caixa Íris Cândida, de 24 anos, e ateou fogo. Depois disso, Marcela fugiu, sendo encontrada somente nesta segunda-feira.
Íris teve 40% do corpo queimado, passou todos esses dias internada em um hospital em São Sebastião do Paraíso (MG), mas morreu neste domingo, 19.
A acusada do homicídio, que tinha contra si um mandado de prisão desde o último dia 17, foi presa em uma praça na área central de Passos durante a operação “Mar de Minas”, realizada em conjunto pelas Polícias Civil, Militar e Federal de Minas Gerais. Segundo informações, Marcela havia chegado recentemente a Delfinópolis para trabalhar na colheita de bananas. Ambas não se conheciam.
Um vídeo mostra o exato momento em que policiais à paisana abordam Marcela, que estava sentada em um banco da praça com blusa e capuz na cabeça. Ela não esboçou reação e acompanhou os agentes até a viatura. Em seguida, foi levada para a delegacia da cidade. Foi elaborado um boletim de ocorrência e a suspeita ficou à disposição da Justiça.
Relatos dizem que a entrega foi combinada entre a mulher e os policiais, mas a informação não foi oficialmente confirmada.
O crime
O crime foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento e chocou moradores da região. As imagens mostram o momento em que a acusada entra na mercearia, compra um frasco de álcool e, logo após o pagamento, joga o produto inflamável sobre a atendente, que trabalhava no caixa, ateando fogo em seguida. As chamas também atingiram parte do estabelecimento.
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Comentários
1 Comentários
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LUIS GUSTAVO 21/04/2026No Brasil o código penal tem que ser alterado com urgência, para que a pena para quem cometer assassinato seja de prisão perpétua, e se o crime tiver mandante ele e o autor terão a mesma pena, sem direito a nada (visita íntima, saidinha ou progressão de pena), pois quem tira outra vida está tirando o direito de familiares e amigos de conviver com a vítima, então o autor do crime também não terá direito a este convívio, e bem como estamos tendo muitos casos de feminicídio , não sei se reduziria o número de assassinatos , mas faria justiça, pois hoje a pessoa cumpre uma parte da pena e é colocada em liberdade, fora as saidinhas.