Após a prisão do acusado de extorsão e agiotagem Ronny Hernandes Alves dos Santos, na manhã desta quarta-feira, 18, no Parque Moema, em Franca, a Polícia Civil segue em busca de um outro suspeito de envolvimento na agressão a uma mulher durante a cobrança de uma dívida de R$ 1 mil.
Antônio Henrique Mathias foi identificado como o homem que levou o agressor até a casa da vítima. Ele teve a prisão decretada, mas continua foragido.
As apurações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) indicam que Antônio não apenas acompanhou, mas teve participação ativa ao viabilizar a abordagem, conduzindo o outro investigado até o local onde ocorreu a cobrança.
O delegado Gabriel Fernando Tomaz, em entrevista ao portal GCN/Sampi, destacou que os dois já eram conhecidos das autoridades.
“Conseguimos identificar o segundo indivíduo que colaborou diretamente, sendo o responsável por levar o autor até a residência da vítima. Ambos possuem histórico de ligação com organização criminosa”, afirmou.
Mesmo identificado, segue desaparecido
Durante a operação, policiais estiveram em cinco endereços ligados aos investigados, mas Antônio não foi encontrado. “Todos os locais foram vistoriados. Um dos envolvidos foi localizado, porém o outro segue foragido”, explicou o delegado.
A polícia continua realizando buscas para localizar o suspeito.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi uma conversa atribuída ao próprio grupo. Segundo a polícia, há registros de conversas em WhatsApp em que um dos envolvidos menciona que “são mais de 20”, o que levanta a suspeita de que o caso não seja isolado.
“Isso indica que, em nenhum momento, houve preocupação em esconder uma possível atuação em grupo ou ligação com organização criminosa”, destacou o delegado.
Crime foi registrado como extorsão e agiotagem
A DIG assumiu o caso na última quinta-feira, 11, já com a linha de investigação voltada para extorsão e usura, prática conhecida como agiotagem.
A cobrança foi feita com violência e, segundo a polícia, ocorreu na frente de uma criança, o que agrava ainda mais a situação.
Um terceiro homem que aparece nas imagens chegou a ser analisado, mas não teve participação comprovada no crime.
O caso segue em investigação, com foco na localização de Antônio Henrique Mathias e na possível identificação de outros envolvidos.
Defesa diz que não houve cobrança
A advogada de Ronny Hernandes, Helena Diniz, alega que não houve "qualquer prática de extorsão" por parte de seu cliente. "O que de fato ocorreu foi uma discussão entre as partes envolvidas, a qual acabou evoluindo para vias de fato, situação que, por si só, não configura o crime que vem sendo indevidamente atribuído."
Disse ainda que o acusado irá se manifestar no momento processual "oportuno", quando serão apresentados todos os esclarecimentos necessários para a "completa elucidação dos fatos e demonstração da verdade", completando que Ronny Hernandes reafirma seu respeito às instituições e está à disposição da Justiça, "comprometendo-se a colaborar integralmente com as investigações".
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