A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou o atropelamento que causou a morte da idosa Maria do Carmo Santos Soares, de 70 anos. O caso ocorreu na manhã do dia 22 de janeiro, na avenida Geraldo Teodoro Martins, em Franca. Ao término da investigação, o motorista do caminhão de coleta seletiva, Donizete Tadeu de Souza, de 66 anos, foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, conforme o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro.
Na decisão final, o delegado responsável, Leopoldo Gomes, também determinou a alteração da tipificação do crime. Inicialmente registrado como homicídio doloso no boletim de ocorrência, o caso passou a ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção, após a análise das provas reunidas ao longo da investigação.
Segundo o relatório policial, ficou comprovada a materialidade da morte, o nexo causal entre a condução do caminhão e o atropelamento, além da autoria do motorista, que admitiu estar ao volante e ter realizado a manobra no momento do acidente.
As apurações indicaram violação grave do dever de cuidado no trânsito. O caminhão acessou a avenida pela contramão, executando uma manobra irregular em uma via urbana com grande fluxo de pessoas. O documento ainda aponta que, no momento do atropelamento, o condutor não fez uma verificação adequada do entorno ou teve sua visão comprometida, possivelmente por um ponto cego do veículo.
A Polícia Civil também descartou a hipótese de embriaguez, já que o teste do etilômetro realizado no motorista teve resultado negativo. Além disso, não foram constatadas falhas mecânicas no caminhão que pudessem ter contribuído para o acidente.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial entendeu que não há indícios suficientes para caracterizar homicídio doloso, mesmo na forma de dolo eventual - quando se assume o risco de matar. Para a investigação, o caso se enquadra como conduta culposa, marcada por imprudência e falta de atenção na direção.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e será analisado pelo Ministério Público.
O atropelamento aconteceu nas proximidades do NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), área de grande circulação de pedestres e pacientes. Maria do Carmo havia saído de uma consulta médica momentos antes de ser atingida pelo caminhão e morreu ainda no local. O motorsiata chegou a ser preso no dia dos fatos, mas foi solto posteriormente.
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