Uma mulher procurou a Polícia Civil após relatar episódios de perseguição, difamação e ameaça que, segundo ela, vêm ocorrendo há anos dentro de uma instituição espírita onde atua como voluntária em Franca. O caso resultou no registro de boletins de ocorrência e também em um processo judicial na esfera cível que, posteriormente, passou a ter desdobramentos na área criminal.
De acordo com os boletins de ocorrência registrados na Delegacia Eletrônica e encaminhados ao 2º Distrito Policial, a voluntária afirma ter sido alvo de ataques constantes por parte de integrantes da administração da instituição onde presta serviço.
Em um dos registros, feito em julho de 2025, ela relata ter sido vítima de difamação, afirmando que duas pessoas ligadas à administração teriam manchado sua imagem dentro do local de trabalho voluntário, o que a deixou emocionalmente abalada.
Segundo o relato da vítima, os problemas começaram durante as atividades voluntárias que ela realizava aos sábados. Mesmo com outras pessoas presentes no local, as críticas e implicâncias teriam sido direcionadas apenas a ela.
Para evitar conflitos, a voluntária decidiu deixar as atividades nesse dia da semana e passou a atuar apenas às quartas e quintas-feiras. Ainda assim, afirma que as situações de constrangimento continuaram.
De acordo com a mulher, as críticas eram frequentes e variavam de motivo. Em algumas ocasiões, ela era questionada sobre a roupa utilizada durante o trabalho voluntário; em outras, sobre a forma como conversava com pacientes atendidos no local. A voluntária afirma que sempre utilizou vestimentas adequadas, com jaleco, mas que, independentemente da escolha, as observações negativas continuavam.
Ela relata ainda que chegou a ser afastada das atividades por cerca de 40 dias após desentendimentos internos. Depois de retornar, o ambiente teria permanecido tranquilo por um curto período, até que os episódios de perseguição voltaram a ocorrer.
Além das críticas, a mulher afirma ter sido acusada injustamente e até chamada de “ladra”, mesmo exercendo função voluntária, sem receber qualquer remuneração. O episódio que motivou um dos boletins de ocorrência mais recentes envolve uma ameaça verbal.
Segundo o registro policial, a voluntária afirma ter sido avisada de que poderia ser agredida fisicamente na rua caso continuasse com as medidas judiciais contra as pessoas envolvidas. Por isso, decidiu formalizar o registro para preservação de direitos e para que o fato ficasse documentado caso algo aconteça.
Paralelamente aos registros policiais, a mulher ingressou com um processo na Justiça cível contra as duas pessoas que ela aponta como responsáveis pelos episódios. No início deste ano, ela foi procurada pela delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos, após o caso passar também a ser analisado na esfera criminal.
Segundo a vítima, após a evolução do caso para investigação criminal e a possível convocação das partes envolvidas para depoimentos, os episódios de hostilidade teriam voltado a ocorrer.
A reportagem optou por omitir os nomes das pessoas citadas até que haja conclusão das investigações ou eventual decisão judicial sobre o caso.
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