DEPOIS DA CONFISSÃO

Tio de vítima corre atrás de acusado na saída da delegacia

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Laís Bachur/GCN
Policiais durante abordagem ao tio da vítima que correu atrás do carro do acusado de assassinato
Policiais durante abordagem ao tio da vítima que correu atrás do carro do acusado de assassinato

Momentos de tensão foram registrados na manhã desta quarta-feira, 11, em frente à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca, logo após o metalúrgico Victor Faciroli Julio, de 23 anos, acusado de matar o entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, deixar a delegacia.

O tio da vítima, que estava em um posto de combustíveis em frente ao prédio policial, correu em direção ao carro onde Victor estava com seu advogado e começou a gritar na avenida Dr. Alonso y Alonso, demonstrando revolta com a presença do suspeito no local.

Victor havia comparecido à delegacia mais cedo, acompanhado de advogado, onde confessou o crime ao delegado Márcio Murari, responsável pela investigação.

Durante o depoimento, ele afirmou que foi até a casa de Diego com a intenção de matá-lo. Após prestar esclarecimentos, ele foi ouvido e liberado, já que o inquérito policial ainda está em andamento.

Tensão em frente à delegacia

Assim que deixou a CPJ no carro do advogado, o veículo acessou a avenida Alonso y Alonso. Nesse momento, o tio da vítima, que estava em um posto de combustíveis ao lado da delegacia, percebeu a saída do acusado.

Visivelmente abalado e alterado, ele correu pela avenida em direção ao carro, gritando contra o suspeito.

Investigadores e o delegado que acompanhavam a saída de Victor perceberam a situação e rapidamente foram até o local para conter o homem.

O tio de Diego estava em uma motocicleta e, no momento, chovia na cidade. Ele utilizava capa de chuva e capacete.

Os policiais realizaram uma abordagem e fizeram revista no corpo e nas roupas do homem, confirmando que ele não estava armado.

Durante a abordagem, ele afirmou ser tio da vítima. Após a verificação e constatação de que não havia risco, ele foi liberado.

A movimentação chamou a atenção de quem passava pela avenida e também de pessoas que estavam no posto de combustíveis no momento da ocorrência.

Delegado comenta situação

O delegado responsável pelo caso explicou que a abordagem foi necessária para evitar qualquer novo episódio de violência.

“Houve este problema com o tio que tentou abordar o rapaz, mas os investigadores estavam no local, já o abordaram e confirmaram que ele não estava armado, porque é uma preocupação, já que ele é autor de homicídio. Nós não podemos deixar que ocorra outro fato. Ele vai responder pela nossa legislação por homicídio duplamente qualificado. Como eu disse, não está descartado o pedido de prisão preventiva dele, mas nós precisamos trazer mais indícios. Nós temos ainda um inquérito e um prazo para terminar”.

Segundo Murari, a Polícia Civil continua investigando o caso e novas diligências ainda serão realizadas antes da conclusão do inquérito.

Relembre o caso

O entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, foi baleado no fim da manhã da última quinta-feira, 5, na porta de sua casa, no Residencial Palermo, na região oeste de Franca.

Imagens de câmeras de segurança mostram que um homem em uma motocicleta parou em frente à residência da vítima e efetuou disparos contra Diego, que estava saindo de casa em sua moto.

O jovem foi socorrido e levado para a Santa Casa de Franca, onde passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

O acusado confessou o crime e afirmou à polícia que a motivação teria sido a descoberta de um relacionamento entre a vítima e sua companheira.

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