Enquanto a população aguarda a inauguração do Hospital Estadual, pacientes ainda lidam com a falta de leitos de internação em Franca. Um dos casos foi o da enfermeira aposentada Roseli Aparecida da Silva, de 56 anos, moradora de uma chácara próxima ao Distrito Industrial, que permaneceu internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, na região Oeste, desde sexta-feira, 23, sendo transferida para a Santa Casa após cinco dias.
O monitor escolar Antony Douglas, de 35 anos, filho de Roseli, contou que a mãe já enfrentou diversos problemas de saúde, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto. No último ano, ela passou a apresentar um agravamento no quadro renal, o que tornou necessário o tratamento por hemodiálise. “Ela sofre com uma infecção séria, chegamos à UPA na sexta-feira e estamos aguardando a remoção dela para um hospital para realizar hemodiálise”, disse ele, antes de a mãe conseguir a vaga.
De acordo com Antony, sua mãe estava recebendo bons cuidados na UPA do Anita. Apesar disso, a transferência era necessária. “A situação está muito complicada. Ela fica esperando a transferência para fazer a hemodiálise, mas não é chamada”.
A família informou, na tarde desta quarta-feira, 28, que Roseli foi transferida para a Santa Casa de Franca.
A Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo), anteriormente conhecida como Cross, é o órgão do Governo do Estado de São Paulo responsável pela regulação dos leitos públicos.
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Comentários
1 Comentários
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Darsio 29/01/2026Não se sei dizer se é triste ou revoltante constatar o quanto maioria dos francanos se fazem de profundos ignorantes a ponto de cair na lábia desse governador carioca, Tarcísio de Freitas. Primeiro porque a construção de hospital público se arrasta a três anos e, a demora de sua conclusão pode ser proposital, ou seja, mais próxima das eleições. Segundo porque esse hospital será de abrangência regional, isto é, deverá atender a toda região e, não apenas Franca e municípios próximos. E, certamente a Santa Casa não irá disponibilizar o número de leitos que hoje proporciona, mediante contrato com o Estado. Em outras palavras, tudo indica que a quantidade de leitos para internação ainda continuará insuficiente para atender a demanda e, mesmo assim o governador irá lucrar muitos votos por essa obra que, jamais foi i niciativa dele próprio. É INACEITÁVEL CONSTATAR O PROFUNDO DESCASO DE TARCÍSIO DE FREITAS AO LONGO DESSES TRÊS ANOS, ALGO MAIS REVOLTANTE QUANDO SE CONSTATA QUE ESSA VÍTIMA FOI UMA PROFISSIONAL QUE DEDICOU GRANDE PARTE DE SUA VIDA A SAÚDE DA POPULAÇÃO.