EDUCAÇÃO

Franca supera média estadual com 80,5% das crianças alfabetizadas

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
Divulgação/Governo SP
Alunos em sala de aula de escola no estado de São Paulo
Alunos em sala de aula de escola no estado de São Paulo

A educação pública de Franca alcançou um resultado expressivo na Avaliação de Fluência Leitora, coordenada pelo Governo de São Paulo. Segundo dados divulgados pelo programa Alfabetiza Juntos SP, 80,5% dos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental na cidade já são considerados leitores iniciantes e fluentes.

O índice local supera a média estadual, que também bateu recorde em 2025, atingindo 76,5% (ou três a cada quatro crianças). Ao todo, na região de Franca, 6.869 estudantes foram avaliados.

Cenário estadual

Com alcance inédito em 100% das cidades paulistas, o programa registrou mais de 330 mil crianças alfabetizadas na idade certa (até 7 anos) em todo o estado. Na comparação com a primeira avaliação, feita em 2023, houve um salto de 50% na quantidade de crianças leitoras.

Outra conquista celebrada foi a redução do número de “pré-leitores” nos níveis mais críticos (aqueles que não leem palavras ou não conhecem letras). Esse índice caiu de 26% em 2023 para apenas 7% em 2025.

Meta e investimento

A Secretaria da Educação do Estado estabeleceu uma meta de atingir 90% dos estudantes como leitores fluentes em 2026. Para isso, o governo anunciou um investimento de R$ 500 milhões nas ações do programa.

“Escolas e municípios prioritários terão monitoramento constante. Estamos trabalhando para que nenhum aluno fique para trás e que cada um chegue aos anos finais do Ensino Fundamental com a alfabetização completa”, afirmou Márcia Bernardes, diretora de cooperação com os municípios da Seduc-SP.

A próxima avaliação, que servirá de diagnóstico para o início do ano letivo de 2026, já está marcada para o final de março.

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Comentários

1 Comentários

  • Darsio 29/01/2026
    Vamos criar um baita esforço para acreditar que esses números sejam verdadeiros e, isso não deixa de ser preocupante, pois temos cerca de 20% que não foram alfabetizadas e, a história mostra que a ampla maioria assim não será até o término do quinto ano. A partir do sexto ano a situação se torna mais calamitosa, pois o cenário de vários professores, não sendo os mesmos especialistas em alfabetização, mas sim em campos específicos do conhecimento, sobrecarregados com dezenas e mais dezenas de alunos e tempo profundamente escasso para lidar com as individualidades de cada um, o problema só se agravará. E ainda assim mesmo, temos um empresário que nada entende de pedagogia a frente da secretaria estadual da educação que, se julga no direito de submeter os professores a situações de pleno assédio moral, exigindo dos mesmos algo que para os dotados de razão chamariam de milagre. E, saibam que esses números são mascarados, pois analfabetos de fato não são somente 20%.