Localizado em uma das esquinas mais valorizadas de Franca, no cruzamento da avenida Adhemar Polo Filho com a rua Maria Martins Araújo, o prédio inacabado conhecido como “Esqueleto” contrasta com o padrão do Jardim Lima. A estrutura de sete andares, cujas obras começaram em 1991 e nunca terminaram, tornou-se um símbolo de descaso urbano e uma fonte constante de medo para a vizinhança.
O imóvel foi doado ao Estado em 1980, repassado ao Tribunal Regional Federal em 2006 e devolvido ao município em 2017, permanecendo sob guarda e responsabilidade do poder público municipal. A situação, que se arrasta há décadas, ganhou um novo capítulo trágico no dia 18 de janeiro, quando o corpo de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, foi encontrado no local.
A Prefeitura de Franca informou que mantém negociações com o Governo do Estado para incluir o prédio em um processo de leilão, na modalidade de dação em pagamento. O objetivo é que o vencedor da licitação fique responsável pela construção de unidades de saúde para a população em troca do imóvel.
O Executivo explicou que, quando o prédio foi transferido ao município pelo Governo do Estado de São Paulo, ele já possuía uma destinação previamente definida, o que impõe restrições legais sobre sua utilização.
Para viabilizar a adoção de novos modelos de uso da área, como a realização de leilão na modalidade de dação em pagamento para a construção de unidades de saúde, é necessária a anuência do Governo do Estado. Essa anuência ampliará as possibilidades de cessão e destinação do imóvel.
“A Prefeitura segue em tratativas com o Estado de São Paulo, buscando viabilizar juridicamente a alternativa que melhor atenda ao interesse público e às necessidades da população”, informou a administração municipal.
Vizinhança refém do medo
Enquanto isso, os vizinhos vivem com medo. Mesmo com portões fechados, o acesso ao prédio é fácil, através de aberturas nas grades, transformando a estrutura em ponto de consumo de drogas e esconderijo.
Para Maria Helena Costa, aposentada de 68 anos, a rotina é de tensão constante. “O medo da gente é esse: você sai de casa preocupado e quem está lá em cima você não vê. Às vezes, a pessoa está observando a sua entrada e saída de casa, o movimento de pessoas, e sabe todos os horários“, diz a moradora.
A movimentação noturna também assusta o advogado João Carlos Mendes, de 42 anos, que reside na região. "Você chega à noite e fica com medo de sair na rua. Você sente que tem gente vigiando a sua casa", finalizou.
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Comentários
3 Comentários
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Valdenio 27/01/2026O prefeito precisa é colocar UBS aberta no período noturno, das 19:00 até às 22:00 pra não gerar adicional noturno. Ou baixar portaria normativa para que médicos ou enfermeira responsável emitir atestado médico para todo o período da manhã ou tarde, pois nós que trabalhamos e precisamos renovar receitas realizar exames, somos punidos. Alexandre já passou da hora desta portaria. -
Firmino 26/01/2026Agora vai, essa é a vigésima vez que eu digo que agora vai.... -
Juarez 26/01/2026O Sidney ao invés de reformar o prédio comprou outro esqueleto com o dinheiro público. Certamente nem vereadores, nem mídia e ninguém se rebelou contra essa roubalheira. Agora ficam indignados com o abandono.