FIM DA NOVELA?

'Esqueleto': Prefeitura quer trocar prédio por unidades de saúde

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Kairo de Paula/Housefilms4k
Prédio inacabado conhecido como 'Esqueleto', visto do alto
Prédio inacabado conhecido como 'Esqueleto', visto do alto

Localizado em uma das esquinas mais valorizadas de Franca, no cruzamento da avenida Adhemar Polo Filho com a rua Maria Martins Araújo, o prédio inacabado conhecido como “Esqueleto” contrasta com o padrão do Jardim Lima. A estrutura de sete andares, cujas obras começaram em 1991 e nunca terminaram, tornou-se um símbolo de descaso urbano e uma fonte constante de medo para a vizinhança.

O imóvel foi doado ao Estado em 1980, repassado ao Tribunal Regional Federal em 2006 e devolvido ao município em 2017, permanecendo sob guarda e responsabilidade do poder público municipal. A situação, que se arrasta há décadas, ganhou um novo capítulo trágico no dia 18 de janeiro, quando o corpo de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, foi encontrado no local.

A Prefeitura de Franca informou que mantém negociações com o Governo do Estado para incluir o prédio em um processo de leilão, na modalidade de dação em pagamento. O objetivo é que o vencedor da licitação fique responsável pela construção de unidades de saúde para a população em troca do imóvel.

O Executivo explicou que, quando o prédio foi transferido ao município pelo Governo do Estado de São Paulo, ele já possuía uma destinação previamente definida, o que impõe restrições legais sobre sua utilização.

Para viabilizar a adoção de novos modelos de uso da área, como a realização de leilão na modalidade de dação em pagamento para a construção de unidades de saúde, é necessária a anuência do Governo do Estado. Essa anuência ampliará as possibilidades de cessão e destinação do imóvel.

“A Prefeitura segue em tratativas com o Estado de São Paulo, buscando viabilizar juridicamente a alternativa que melhor atenda ao interesse público e às necessidades da população”, informou a administração municipal.

Vizinhança refém do medo

Enquanto isso, os vizinhos vivem com medo. Mesmo com portões fechados, o acesso ao prédio é fácil, através de aberturas nas grades, transformando a estrutura em ponto de consumo de drogas e esconderijo.

Para Maria Helena Costa, aposentada de 68 anos, a rotina é de tensão constante. “O medo da gente é esse: você sai de casa preocupado e quem está lá em cima você não vê. Às vezes, a pessoa está observando a sua entrada e saída de casa, o movimento de pessoas, e sabe todos os horários“, diz a moradora.

A movimentação noturna também assusta o advogado João Carlos Mendes, de 42 anos, que reside na região. "Você chega à noite e fica com medo de sair na rua. Você sente que tem gente vigiando a sua casa", finalizou.

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Comentários

3 Comentários

  • Valdenio 27/01/2026
    O prefeito precisa é colocar UBS aberta no período noturno, das 19:00 até às 22:00 pra não gerar adicional noturno. Ou baixar portaria normativa para que médicos ou enfermeira responsável emitir atestado médico para todo o período da manhã ou tarde, pois nós que trabalhamos e precisamos renovar receitas realizar exames, somos punidos. Alexandre já passou da hora desta portaria.
  • Firmino 26/01/2026
    Agora vai, essa é a vigésima vez que eu digo que agora vai....
  • Juarez 26/01/2026
    O Sidney ao invés de reformar o prédio comprou outro esqueleto com o dinheiro público. Certamente nem vereadores, nem mídia e ninguém se rebelou contra essa roubalheira. Agora ficam indignados com o abandono.