Moradores de chácaras localizadas nas proximidades da rodovia Fábio Talarico e do Aterro Sanitário, em Franca, estão cobrando soluções do poder público após a retirada das caçambas de lixo que atendiam a região. Segundo os residentes, a falta de um local adequado para o descarte tem gerado acúmulo de sujeira e atraído animais necrófagos, como os urubus.
Um relato impressionante ilustra a gravidade da situação. Uma moradora da região contou que restos de comida japonesa foram descartados irregularmente na área, atraindo um bando de urubus.
"Meu marido desceu no local, procurou no lixo um comprovante de cartão de crédito, viu que era o nome do restaurante e acionou o proprietário. Eles vieram aqui e jogaram um monte de peixe fora", relatou.
Ainda segundo a moradora, a rotina de descarte se tornou um transtorno. "Aqui onde a gente mora, a gente separa e eu levo na casa da minha irmã, na cidade, ou naqueles pontos de coleta", explica. A sugestão da comunidade é que a Prefeitura mantivesse as caçambas, mas com fiscalização na guarita do aterro, em vez de simplesmente retirá-las.
O que diz a Prefeitura
Procurada, a Secretaria de Meio Ambiente esclareceu que a retirada das caçambas próximas ao Aterro Sanitário foi necessária para adequação às normas sanitárias vigentes.
A pasta informou que a coleta de lixo domiciliar opera normalmente para as chácaras com situação cadastral regularizada. No entanto, ressaltou um ponto importante: em casos de propriedades ou loteamentos irregulares, a responsabilidade pelo gerenciamento e descarte dos resíduos é exclusiva dos proprietários.
Para evitar crimes ambientais, a Prefeitura orienta o uso dos Ecopontos para o descarte de restos de construção (entulhos) e móveis velhos. As unidades disponíveis são:
- City Petrópolis;
- Jardim Luíza;
- Jardim Portinari; e
- Parque das Esmeraldas.
A Guarda Civil deve ser acionada para denúncias de descarte irregular pelos telefones 153 ou 3706-6515.
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