Franca vem registrando, nos últimos dias, uma sequência de temporais. O mais forte foi registrado na terça-feira, 13, quando a cidade registrou 88,6 milímetros de precipitação, cerca de 28% do volume de chuvas esperado para o mês todo. A motivação tem ligação com fatores climáticos típicos do verão.
Segundo a Defesa Civil, a ocorrência frequente de chuvas intensas está associada ao forte aquecimento ao longo do dia, combinado com a alta umidade vinda tanto do oceano quanto da região amazônica. Essas condições favorecem a formação de nuvens carregadas, principalmente entre as tardes e noites, período em que os temporais costumam ganhar força.
“Entre as tardes e noites, o aquecimento diurno combinado à umidade proveniente do oceano e da região amazônica favorece a ocorrência de pancadas de chuva de forte intensidade em diversas regiões do Estado, acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e eventual queda de granizo”, disse a nota.
Os dados do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas) mostram que o volume registrado em um único dia chama atenção em relação à média histórica. Em janeiro, Franca costuma acumular cerca de 319,6 milímetros de chuva ao longo de todo o mês, o que evidencia a concentração da precipitação em curto intervalo de tempo.
Além do padrão típico do verão, a previsão indica a atuação de novos sistemas meteorológicos nos próximos dias. Desde sexta-feira, 16, a aproximação e a lenta passagem de uma frente fria devem alterar o padrão do tempo, favorecendo a ocorrência de chuva mais generalizada e persistente no município, acompanhada de raios e rajadas de vento.
Diante desse cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém alerta amarelo de perigo para tempestade em vigor para Franca. O aviso prevê volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos que podem chegar a 60 quilômetros por hora e possibilidade de queda de granizo.
A orientação dos órgãos é para atenção redobrada nos próximos dias, especialmente em áreas mais vulneráveis da cidade, com maior risco de alagamentos e outros transtornos provocados pela chuva intensa. Em situações de emergência, os contatos são a Defesa Civil, pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
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Comentários
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Darsio 18/01/2026Umidade vinda da região Amazônica. Não deixa de ser interessante constatar o quanto a ampla maioria dos agropecuaristas da região ser contra qualquer legislação que busque frear o desmatamento dos nossos biomas e imponha maior compromisso e responsabilidade dos produtores, pensando em práticas sustentáveis. Vamos abrir a porteira e passar a boiada. Essa foi a fala do atual deputado Ricardo Sales, na época ministro do meio ambiente, tão aplaudida pelo agro brasileiro. Mas, voltando a nossa região, os idiotas não percebem que grande parte das chuvas que irrigam suas lavouras é proveniente da evapotranspiração da floresta Amazônica e, que as nascentes de rios e córregos se formam pela absorção de água pelo solo, proporcionada pelo cerrado. Logo, se tivessem ao menos um neurônio, iriam concluir que o desmatamento tende a reduzir drasticamente essa oferta de água e, por conseguinte, impossibilitando a prática agrícola. Ou seja, o café francano é profundamente dependente da Amazônia e do Cerrado. Sejam menos ideológicos e mais razão!!!!!!