TRAUMATIZADOS

Franca: família atropelada por bêbado vive dor, medo e incerteza

Por Laís Bachur | de Franca
| Tempo de leitura: 3 min
Laís Bachur/GCN
Vítima com ferimentos após atropelamento na avenida Brasil
Vítima com ferimentos após atropelamento na avenida Brasil

A família atropelada por um motorista embriagado na avenida Brasil, no Jardim Brasilândia, em Franca, falou com exclusividade ao portal GCN/Sampi na última terça-feira, 30, e atualizou o estado de saúde das vítimas. O acidente aconteceu na noite de domingo, dia 28, e deixou dois adultos e três crianças feridos.

Segundo informações do boletim de ocorrência, um auxiliar de laboratório, de 40 anos, dirigia sob efeito de álcool quando atingiu a família. A mulher estava com um bebê de apenas 1 ano no colo no momento do atropelamento. Os outros dois filhos, de 3 e 5 anos, foram arremessados com o impacto.

A mulher e o marido foram os mais gravemente feridos. O homem bateu forte com a cabeça no chão e chegou a ficar desacordado no meio da pista. Ele sofreu ferimentos na cabeça e teve o pulso torcido e deslocado. “Ele bateu muito forte a cabeça e chegou a desmaiar”, relatou a irmã da vítima Juliana Contini.

A mulher sofreu fraturas no braço esquerdo e na perna direita, além de diversas escoriações pelo corpo. Ela não consegue andar nem se movimentar sozinha. “Minha irmã não consegue nem se levantar. Precisa de três pessoas para levá-la até o banheiro”, contou a familiar.

As três crianças, apesar do susto, estão fora de perigo. “Graças a Deus, as crianças estão bem. Estão muito assustadas, com escoriações e dores pelo corpo”, disse a tia.

O casal é autônomo. Ele trabalha como eletricista e ela é costureira. Com os ferimentos, ambos estão impossibilitados de trabalhar, o que agrava ainda mais a situação da família. “Eles são autônomos e agora estão os dois sem poder trabalhar”, explicou a irmã da vítima.

De acordo com os médicos, foi informado nesta terça-feira, 30, que a mulher precisará passar por cirurgia. A previsão é que a recuperação completa da perna e do braço leve um ano ou até mais, dependendo da resposta do organismo. O marido segue com a mão muito inchada e em recuperação.

Além da dor física, a situação emocional também é delicada. A mulher amamentava o bebê de um ano, mas precisou interromper a amamentação por causa dos medicamentos. “O bebê quer ela o tempo todo, mas ela não consegue se mexer. E ainda teve que parar de amamentar”, desabafou a irmã.

O acidente

A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h30 do domingo, 28. Quando os policiais chegaram ao local, equipes do Corpo de Bombeiros já prestavam socorro ao casal, enquanto as três crianças aguardavam atendimento dentro de um comércio próximo.

Segundo a polícia, o motorista apresentava sinais claros de embriaguez, como cheiro forte de álcool, fala enrolada, olhos vermelhos e dificuldade para ficar em pé. Ele admitiu ter bebido, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Apesar da gravidade do caso, o acusado não permanecerá preso. Ele passou por audiência de custódia, pagou fiança no valor de um salário mínimo e será liberado. “Recebemos a informação de que ele pagará a fiança e será solto. Nossa Justiça é falha. Enquanto isso, minha irmã vai precisar passar por cirurgia”, lamentou a tia das crianças.

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