A Justiça de São Paulo decretou, nesta sexta-feira, 31, a prisão preventiva de Marcus Vinícius Carado, de 35 anos, acusado de matar o empresário Pedro Júnior Batista Campos, de 45, em Miguelópolis. A decisão foi tomada após a conclusão do inquérito policial conduzido pela Delegacia de Polícia do município, sob a coordenação da delegada substituta Ana Cláudia Fernandes de Carvalho.
Carado já estava preso de forma temporária desde o fim de outubro quando se apresentou. Agora, com o fim do inquérito, ele passa a responder como réu por homicídio qualificado, devendo permanecer preso até o julgamento ou uma nova decisão judicial.
Segundo a Polícia Civil, o Ministério Público deu parecer favorável ao pedido da autoridade policial para conversão da prisão. Na decisão, o juiz ressaltou que fatores como primariedade e residência fixa não são suficientes para evitar a prisão preventiva, considerando a gravidade concreta do crime e a grande repercussão social.
O processo corre sob segredo de Justiça, mas, conforme apurado, o magistrado também destacou que o homicídio ocorreu em via pública e foi registrado por câmeras de segurança, o que aumentou o impacto entre os moradores da cidade.
O crime
O homicídio aconteceu na noite de 22 de outubro, na avenida Leopoldo Carlos de Oliveira, região central de Miguelópolis.
De acordo com o boletim de ocorrência, Pedro Júnior Batista Campos havia estacionado sua Range Rover e descido do veículo para conversar com alguns homens que estavam em uma mesa de bar nas proximidades. Durante o diálogo, uma discussão começou e, em seguida, Marcus Vinícius teria sacado uma arma e efetuado vários disparos.
Pedro foi atingido e caiu no chão. Policiais que patrulhavam a área chegaram logo depois e tentaram reanimá-lo até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que o levou ao hospital, mas o empresário não resistiu aos ferimentos.
Após os disparos, o atirador fugiu. A área foi isolada pela Polícia Militar e periciada, mas nenhum objeto relevante foi encontrado dentro do carro da vítima.
Testemunhas relataram que os disparos ocorreram após uma discussão acalorada e que vítima e suspeito já teriam desavenças antigas, o que pode ter motivado o crime.
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